São Paulo - Agora é oficial: o Tribunal de Justiça do Rio confirmou por telefone que a OGX entrou com pedido de recuperação judicial há cerca de 30 minutos. A medida vem acabar com uma novela que já se arrastava há 30 dias envolvendo a companhia petrolífera criada por Eike Batista e seus credores. Daqui para frente, a empresa entra num longo processo de reestruturação.

Com dívidas estimadas em cerca de 4 bilhões de dólares, a OGX entra em recuperação judicial por conta de um valor muito menor. Trata-se dos 45 milhões de dólares que a companhia deixou de pagar a detentores de títulos da sua dívida no começo de outubro. Por contrato, a empresa tinha 30 dias para dar solução ao calote. Não deu. Agora, terá de acertar as contas sob vigilância da justiça.

A recuperação jurídica é um mecanismo que serve como alternativa ao pedido de falência. Em vez de fechar a empresa e pagar suas dívidas com a venda dos bens, o que a ferramenta propõe é a adoção de um plano de reestruturação a longo prazo que permita às companhias uma sobrevida - ou mesmo, plena recuperação.

Resta saber se a OGX será capaz de se reerguer, uma vez que a empresa tem hoje uma produção minguada e um fluxo de caixa mínimo.

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