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Barbie: imagem de moça independente não é bem recebida por pais chineses
São Paulo - Barbie, quem diria, não fez sucesso entre as meninas chinesas. O pouco interesse das crianças levou a Mattel, sua fabricante, a fechar a megaloja que mantinha em Xangai nesta segunda-feira (7/3). Tratava-se da primeira e única loja-conceito da Barbie no mundo - um espaço de 3.500 metros quadrados com estúdio de beleza, moda, restaurante e, claro, muitos modelos da boneca.
Inaugurado em março de 2009, o local era a aposta da Mattel para divulgar sua boneca-símbolo na China. A iniciativa também era uma das principais ações para comemorar os 50 anos de lançamento da Barbie. Mas as coisas não saíram como o planejado. Desde que a loja foi aberta, a Mattel reduziu três vezes a previsão de vendas para a China.
Oficialmente, a Mattel afirma que o fechamento da loja é apenas uma mudança de estratégia para conquistar o mercado local. Mas especialistas afirmam que a empresa americana enfrentou vários problemas para emplacar a Barbie no país – e alguns não serão resolvidos tão cedo, mesmo que a Mattel aborde os consumidores chineses de outro modo.
Boa moça?
O primeiro obstáculo é um tanto inesperado: o quase absoluto desconhecimento dos chineses sobre a Barbie. De tão popular no Ocidente, onde a boneca se transformou em objeto de desejo da grande maioria das meninas, e mães, tias e irmãs mais velhas passam esse culto para as novas gerações, a Mattel se esqueceu de que, na China, sua maior embaixatriz era uma estranha. Para a imprensa internacional, confiar na fama da boneca fez com que a Mattel fosse displicente em sua divulgação na China.
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