São Paulo - A Natura espera que, em três anos, 50% do faturamento das operações internacionais na América Latina seja proveniente de produtos fabricados fora do Brasil. Para isso ela já começou a produzir parte de seu portfólio na Argentina e, no próximo ano, o objetivo é fabricar na Colômbia e México.

Toda a fabricação será feita por meio de parceiros locais. Cerca de 7% do faturamento da Natura vem das operações internacionais, segundo João Paulo Ferreira, vice-presidente de operações e logística da Natura.

As empresas parceiras são a argentina Justa, que fará o envase de perfumaria, fabricação de produtos para corpo, rosto e proteção solar; a colombiana Hada, que vai fabricar sabonetes em barra; a também colombiana Prebel, que fornecerá maquiagem, produtos para o corpo, proteção solar e envase de perfume; e a mexicana Fortalab, focada em produtos de cabelos e perfumaria.

A empresa ampliou a capacidade dos centros de distribuição da Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Em 2011, o centro de distribuição do México também será expandido.

Aposta na terceirização

A Natura não pretende ter fábricas próprias no exterior. Atualmente cerca de 40% do que é comercializado pela empresa não é produzido por fábricas próprias - e ela não pretende mudar essa participação de parceiros.

Hoje, tudo que é vendido fora do país é produzido no Brasil - e representa cerca de 10% do volume da produção. As operações no exterior crescem 40% em vendas em moeda local, segundo a Natura. Nos próximos 10 anos a empresa pretende ser uma marca de expressão mundial.

A Natura calcula que o novo modelo permitirá uma redução relativa de cerca de 70% nas emissões de CO2 referentes ao transporte de abastecimento das operações internacionais – uma redução de quase 2% da emissão total da Natura.

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