Aguarde...
InstituiçãoBanco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco BVA
ManifestaçõesEmpresas cancelam eventos por causa dos protestos
OperaçõesCisco vai investir em fundos de risco em Israel
ProtestosAlgumas das empresas depredadas na manifestação de São Paulo
VarejistaMarisa ainda faz levantamento de perdas com ataques
VeículosRenault promete economia com nova arquitetura para carros
CrimeTribunal condena estilistas Dolce e Gabbana à prisão
AeronavesEmbraer se recupera e exporta 14,7% mais em maio
MineraçãoVale lidera exportações em 2013, com US$ 10 bilhões
AlimentosBRF se mantém como 4ª maior exportadora do Brasil
Ilustração mostra como deve ficar a fachada do Hotel Glória Palace, de Eike Batista, após a reforma
São Paulo - Da sacada do Hotel Glória, no bairro de mesmo nome no centro da cidade do Rio de Janeiro, já foi possível ver o mar bem de perto. Quando o prédio foi inaugurado, em 1922, muitos hóspedes chegavam de barco para aproveitar o agradável ambiente de um dos símbolos de prosperidade da capital fluminense. Muita coisa mudou desde então. A vista do hotel agora é a do aterro do Flamengo - e a mudança de horizonte vai muito além da paisagem. Fechado para reformas desde outubro de 2008 e agora sob o controle do bilionário Eike Batista, o Glória Palace, como o hotel será chamado após a reinauguração, ambiciona se transformar no hotel mais luxuoso do Brasil.
A reforma do hotel Glória é apenas a ponta do iceberg de uma profunda mudança no mercado hoteleiro carioca. A expectativa do mercado é que cerca de 10.000 quartos sejam construídos na cidade até as Olimpíadas de 2016. A ambição do Glória Palace é não ser apenas mais um desses projetos. "Hoje em dia pouca coisa de qualidade é feita no Rio de Janeiro. O conjunto Marina da Glória, Hotel Glória Palace e o iate Pink Fleet é para trazer qualidade à cidade e matar os paulistas de inveja", diz Eduardo Sardinha, gerente de entretenimento do grupo EBX, holding de Eike Batista que controla esses três locais. Os investimentos fazem jus às intenções do empresário. Ele arrematou o antigo hotel em 2008 por 80 milhões de reais e deve gastar ainda outros 120 milhões nas reformas.
"O hotel Glória quer tirar do Copacabana Palace o posto de hotel mais glamouroso do Rio de Janeiro", diz o diretor da área de hotéis da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle, Ricardo Mader. Além da restauração da fachada, as obras promoverão a completa remodelação do interior. Nas últimas décadas, na medida em que a popularidade do Glória aumentava, várias pequenas reformas eram feitas para atender a demanda por mais quartos. Entretanto, nesse processo, as áreas operacionais, restaurantes, bares e espaços de lazer não acompanharam a lógica do crescimento. O resultado foi um imóvel repleto de anexos em que o hóspede tinha de enfrentar um verdadeiro labirinto se quisesse apenas ir do quarto à piscina.
"Tudo vai ser refeito para que haja um conforto muito superior", garante Sardinha. Por questões de segurança, o número de quartos deve diminuir em 63%. Dos atuais 621 dormitórios, serão mantidos apenas 194 apartamentos e 37 suítes. Um dos destaques será a suíte presidencial, de 188 metros quadrados que podem ser expandidos para mais de 220 metros quadrados. A estimativa é que a diária nessa suíte custe ao hóspede mais de 6.000 reais. Nas demais suítes o preço deve variar entre 800 e 1.200 reais. A área anexa será reformada e passará a sediar escritórios das empresas do grupo EBX. Segundo Sardinha, o Glória Palace deve abrir suas portas no fim de 2011 e receber hóspedes para o Réveillon. (Continua)
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados