São Paulo – Além de um dos 12 signos do zodíaco, Libra é o nome do mais novo campo de petróleo da Petrobras. Localizada no pré-sal, a área de 1,5 mil km² foi arrematada por 15 bilhões de reais pela companhia e mais quatro petrolíferas na última segunda.

Com produção estimada em 1,4 milhão de barris por dia, o bloco e a empresa brasileira foram alvo de um horóscopo de previsões por parte das corretoras de mercado. Leia-o abaixo e saiba o que o destino reserva à maior companhia do país:

Citi: melhor do que encomenda

Para o quinteto da Citi, o destino de Libra saiu melhor do que encomenda. Segundo Pedro Medeiros, Alastair Syme, Michael Alsford, Ryan Kauppila e Fernando Valle, o consórcio balanceado evita problemas de governança. Eles crêem que a Petrobras não terá dificuldades em financiar o projeto, mas advertêm quanto a possíveis pedras no caminho - como os gastos com investimentos e o preço do petróleo.

Credit Suisse: pedaços iguais

"A proposta do consórcio vencedor deixa Shell e Total juntas com um pedaço do mesmo tamanho que a Petrobras no projeto, o que dá credibilidade", afirmaram Vinicius Canheu e Andre Sobreira, da Credit Suisse. Pelo acordo de partilha assinado na segunda, a Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC vão dividir Libra - sendo donas de porcentagens que variam de 10% a 40%.

J.P.Morgan: cuidado com lucro

Segundo Caio Carvalhal e Felipe dos Santos, a Segundo Caio Carvalhal e Felipe dos Santos, a participação de companhias europeias ajuda a passar uma impressão positiva do projeto para o mercado. Entretanto, os analistas da J.P. Morgan advertém que Libra não é o melhor campo do pré-sal e a participação de 40% da Petrobras deixa a companhia mais exposta a prejuízos - o que inspira cuidados.

Brasil Plural: inferno astral

Andrew Muench e Diana Stuhlberger têm um pé atrás com Libra. "Não achamos que seja uma coincidência que Exxon, Chevron e BP estejam de foram do leilão", afirmam os analistas da Brasil Plural. Para eles, o a participação da Petrobras acima dos 30% previstos pelo edital do projeto pode ser sinal de inferno astral para parceiras num futuro breve. É aguardar para ver.

Itaú BBA: serpentes chinesas

No ano da serpente, Paula Kovarsky e Diego Mendes apostam que as companhias chinesas estão só esperando para dar o bote. Para os analistas da ItaúBBA, elas devem ser parceiras da Petrobras em outros blocos do pré-sal com menores riscos de operação. Além disso, eles destacam a grande participação da Shell como uma surpresa e os 40% reservados à Petrobras como uma boa notícia.

BTG Pactual: gasolina sobe

Libra dissipou temores e foi bom para Petrobras. Essa é a avaliação dos analistas da BTG Pactual. Para Gustavo Gattass e Stefan Weskott, a grande participação da companhia pode representar um desinteresse de outros investidores no campo - mas as empresas parceiras garantem bom futuro para a empresa. Outro palpite é o aumento do preço dos combustíveis em novembro. Será?

Ativa Corretora: medida certa

Comprometimento na medida certa. Essa é a leitura de Ricardo Correa de 40% de participação da Petrobras em Libra. Para ele, a porcentagem também torna o projeto rentável para Shell e Total, grandes players que dão credibilidade à empreitada. No geral, o analista da Ativa Corretora enxerga o resultado do leilão como "bastante positivo" para companhia brasileira.

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