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Revide | 14/03/2012 16:21

Goldman Sachs responde a Greg Smith: “estamos decepcionados”

Banco afirma que grau de satisfação dos funcionários é altíssimo e critica ex-diretor que pediu demissão e despejou sua fúria em artigo do NYT

Mark Wilson/Getty Images

Lloyd Blankfein, chairman e CEO do Goldman Sachs, em 27 de abril de 2010 durante testemunho ao Senado americano

Lloyd Blankfein, CEO do Goldman Sachs: 12.000 funcionários ocupariam o mesmo cargo de Greg Smith - e satisfação com o banco seria alta entre eles

São Paulo - Depois de ver publicada uma saraivada de críticas de Greg Smith, o executivo que causou furor ao pedir demissão do banco e escrever a respeito no The New York Times, o Goldman Sachs resolver reagir em comunicado a funcionários. O documento vazou no blog "Deal Journal", do The Wall Street Journal.

 

Lloyd Blankfein, presidente executivo do Goldman, e Gary Cohn, diretor de operações, disseram estar profundamente decepcionados com as afirmações feitas por Smith. "Elas não refletem nossos valores, nossa cultura e o que a vasta maioria dos funcionários do Goldman Sachs pensa sobre a firma e sobre o trabalho que ela realiza em nome dos seus clientes", assinaram.

Em artigo publicado no NYT, Smith chamou o ambiente de trabalho de “tóxico e destrutivo”. Disse ainda que o banco estaria perdendo seus valores e deixando o interesse dos clientes de lado na busca desenfreada por dinheiro.

Segundo o Goldman, 85% dos empregados do banco responderam à última pesquisa de clima na empresa. E 89% deles consideraram o serviço prestado aos clientes excepcional. Alfinetando o funcionário desertor, o comunicado reforçou ainda que o percentual de satisfação foi igualmente alto entre os 12.000 executivos que ocupam hoje o mesmo cargo recém-abandonado por Smith.

Mais cedo, um porta-voz não identificado do banco afirmou ao The Wall Street Journal que a posição do executivo era relativamente júnior, compartilhada por milhares de funcionários do Goldman ao redor mundo. E que Smith não chefiava nenhum funcionário além de si mesmo.

No polêmico texto do NYT, Greg intitulou-se diretor executivo responsável pela área de derivativos na Europa, Oriente Médio e África. 

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