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Banqueiro | 11/09/2012 10:56

Esteves, do BTG, é o único do Brasil no ranking da Bloomberg

O banqueiro é o único brasileiro da lista da revista Bloomberg com 50 pessoas mais influentes nas finanças mundiais de 2012

Alex Cuadros e Cristiane Lucchesi, da

Germano Luders/EXAME.com

André Esteves, presidente do BTG Pactual

André Esteves brinca que a sigla BTG (Banking and Trading Group) significa Better Than Goldman, ou melhor do que o Goldman

São Paulo - No início de 2008, quando as perdas do UBS AG com apostas em financiamentos imobiliários de alto risco disparavam, André Esteves, já um bilionário antes dos 40, fez uma proposta ao banco de 150 anos no qual trabalhava.

O carioca forneceria capital tão necessário ao gigante suíço apenas dois anos após o UBS ter pago a ele e seus sócios US$ 3,1 bilhões pelo Banco Pactual. Em troca, Esteves teria uma fatia controladora, de acordo com pessoas a par dos planos. O conselho do UBS rejeitou a oferta e Esteves deixou o cargo de chefe global de renda fixa.

Com o aperto de caixa do UBS se aprofundando em 2009, Esteves e alguns ex-sócios ofereceram US$ 2,5 bilhões para recomprar o Pactual. Dessa vez o UBS aceitou. Desde então, Esteves, 44 anos, transformou o que é hoje o Grupo BTG Pactual em uma potência regional que desafia concorrentes mundiais enfraquecidos e instituições locais ainda sólidas.

O banqueiro é o único brasileiro da lista da revista Bloomberg Markets com 50 pessoas mais influentes nas finanças mundiais em 2012.

Com seu banco na primeira posição no ranking de líderes em renda variável no Brasil neste ano, Esteves brinca que a sigla BTG -- oficialmente Banking and Trading Group -- significa Better Than Goldman, ou melhor do que o Goldman.

Esteves está liderando a guinada em um universo antes dominado por Wall Street à medida que ele acumula mais influência na maior economia emergente depois da China. Ele conta com a ajuda do que chama de pior momento das finanças globais: mau comportamento que vai desde a perda de bilhões de dólares com derivativos pelo JPMorgan Chase & Co. à manipulação da taxa Libor pelo Barclays Plc e outras instituições.

"Muita coragem"

O Goldman Sachs Group Inc., que já foi a instituição mais lucrativa de Wall Street, registrou retorno sobre o patrimônio de 5,4 por cento no segundo trimestre; o BTG deu retorno de 30,8 por cento.

“Ele tem muita coragem e peito e faz as coisas acontecerem”, diz Arthur Byrnes, que supervisiona quase US$ 1 bilhão como presidente da Deltec Asset Management LLC em Nova York e não detém ações do BTG. “Meu único conselho é: não vá depressa demais.”

Esteves, que mistura o português com expressões em inglês como “value proposition”, diz que continua admirando os presidentes do JPMorgan e do Goldman, Jamie Dimon e Lloyd Blankfein, respectivamente.

Alejandro Vollbrechthausen, presidente do Goldman Sachs no Brasil, diz que o sentimento é mútuo.

“Esses caras são fantásticos”, diz ele, referindo-se ao BTG. “Às vezes eles são nossos clientes, às vezes, nossos concorrentes, às vezes, nossos parceiros de negócios.”

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