São Paulo – Os 62 bilionários mais ricos do mundo têm um patrimônio de 1,7 trilhão de dólares – o mesmo valor que está nas mãos das 3,6 bilhões de pessoas mais pobres.

Entre esse grupo cada vez mais seleto, no qual apenas 9 são mulheres, estão Bill Gates, Mark Zuckerberg, Jorge Paulo Lemann e Joseph Safra.

A riqueza desses magnatas aumentou mais de meio trilhão de dólares desde 2010, uma alta de 44% (ou 542 bilhões de dólares). Já a metade mais pobre viu sua riqueza encolher 41%, mais de um trilhão de dólares, no mesmo período.

Essa desigualdade está destacada no relatório “Uma economia para o 1%”, divulgado pela Organização Não-Governamental (ONG) Oxfam.

O estudo revela ainda que esse 1% mais rico da população mundial é dono de uma fortuna que superou a dos 99% restantes no ano passado.

Há dois anos, a Oxfam mostrou que 85 pessoas concentravam a mesma riqueza que a metade mais pobre da população mundial....

Publicado por Oxfam Brasil em Terça, 19 de janeiro de 2016

“Desde a virada do século, a metade da população mundial mais afetada pela pobreza ficou com apenas 1% do aumento total da riqueza global, enquanto metade desse aumento beneficiou a camada mais rica de 1% da população”, diz o estudo.

Um dos motivos apontados pela ONG para essa concentração de renda é o retorno maior sobre capital em relação ao retorno sobre o trabalho.

Os trabalhadores estão ficando com uma parcela cada vez menor dos ganhos, enquanto os donos de capital “têm visto o seu capital crescer consistentemente (por meio do pagamento de juros, dividendos ou lucros retidos) a uma taxa muito mais acelerada que a do crescimento das economias".

A evasão fiscal é outro problema que contribui com a desigualdade, mostra a Oxfam.

“A rede de paraísos fiscais e de uma indústria de evasão fiscal que floresceu nas últimas décadas representa um exemplo inquestionável de um sistema econômico manipulado para favorecer os poderosos”, indica o relatório, já que os que deveriam pagar mais impostos são os que têm condições de evitar pagar o que devem.

Para combater a concentração de renda, a ONG apresenta soluções como o pagamento de um salário digno aos trabalhadores, o controle da influência das elites, uma divisão justa da carga tributária e medidas para regular as atividades do setor financeiro.

“Nosso mundo não carece de riqueza. Simplesmente não faz sentido economicamente – e moralmente – permitir que tanta riqueza fique nas mãos de tão poucos”, afirma a entidade.

Veja nas fotos quem são, qual o valor do patrimônio e a fonte de renda das 62 pessoas listadas pela Forbes que detém a mesma riqueza que é dividida pelas 3,6 bilhões de pessoas mais pobres, de acordo com a Oxfam.

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