São Paulo - A Eneva, ex-MPX, assinou um contrato juntamente com a Cambuhy Investimentos e com a E.ON, para investimento na OGX Maranhão,  unidade da OGX Petróleo e Gás, que permitirá à companhia dar prosseguimento às operações e projetos de exploração.

Pelo acordo, o investimento será realizado via aumento de capital na OGX Maranhão, no qual a Cambuhy subscreverá ações equivalentes a 200 milhões de reais e a E.ON participará com 50 milhões de reais. A Cambuhy tem entre os sócios a família Moreira Salles.

Se o aumento de capital for implementado, a Cambuhy e a E.ON deverão ter participação na OGX Maranhão de 36,36 e 9,09 por cento, respectivamente. A OGX deverá deter uma participação de 36,36 por cento, e a Eneva 18,18 por cento.

O investimento deve ser implementado a partir da aprovação do aumento de capital pelos acionistas da OGX Maranhão. A Eneva deve transferir seus direitos de subscrição para a Cambuhy e a E.ON, que se comprometem a fazer a subscrição.

"A nova estrutura societária e o aumento de capital proporcionarão à OGX Maranhão os recursos necessários para dar seguimento às suas operações e projetos de exploração, assegurando a continuidade das operações", informou a Eneva em comunicado nesta quinta-feira.

A empresa acrescentou que o aporte também irá garantir o acesso contínuo ao fornecimento de gás para a usina de geração de energia e produção de gás de Parnaíba.

"Adicionalmente, a unidade de Exploração & Produção da E.ON fornecerá conhecimento e experiência técnica e operacional ao negócio", acrescentou.

A alemã E.ON assumiu o controle da MPX Energia, empresa do grupo EBX de Eike Batista, em março. Posteriormente, Eike deixou a presidência da empresa e o nome da empresa foi mudado para Eneva.

Também na véspera, a Eneva, a E.ON e a Cambuhy firmaram novo acordo com acionistas. E as três empresas fizeram um segundo acordo com OGX que garante "determinados direitos de acionistas minoritários".

Segundo a nota, quando estes dois acordos entrarem em vigor, o atual acordo de acionistas da OGX Maranhão - firmado entre OGX e Eneva - deixará de produzir efeitos.

A Eneva acrescentou que se os credores da OGX Maranhão exercerem sua opção de venda, conforme anunciado no dia 28 de outubro, a companhia "concorda em vender para a Cambuhy todas as ações adquiridas por meio do exercício de opção de venda".

O fechamento das operações estão sujeitas à aprovação do órgão antitruste Cade e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Atualizado às 9h17

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