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Morte | 08/03/2012 17:40

Empresário Júlio Simões, do grupo JSL, morre em SP

Segundo a assessoria da JLS, Simões morreu vítima de complicações cardiorrespiratórias

Chico Siqueira, do

Divulgação

Caminhão da Júlio Simões (JLS)

Seu corpo foi enterrado hoje no cemitério Parque das Oliveiras, em Mogi das Cruzes

Araçatuba  - O empresário Júlio Simões, fundador do grupo JSL, um dos maiores do setor de transporte e logística do País, morreu na madrugada desta quinta-feira, aos 84 anos, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Simões estava afastado havia 11 anos da direção do grupo que fundou em 1956, mas ainda dava conselhos ao filho Fernando Simões, atual diretor-presidente da companhia.

Segundo a assessoria da JLS, Simões morreu vítima de complicações cardiorrespiratórias. Seu corpo foi enterrado hoje no cemitério Parque das Oliveiras, em Mogi das Cruzes.

Figura lendária no setor de transportes, Simões chegou ao Brasil, vindo de Portugal, em 1952, para trabalhar como mecânico, primeiro para um tio e depois em uma empresa de ônibus, em Mogi das Cruzes. Mas foi transportando produtos hortifrutigranjeiros de Mogi para o Rio de Janeiro, como caminhoneiro, que ele daria início à sua trajetória de empresário vencedor.

Depois de se especializar em cargas pesadas, em 1956 ele fundou a Transportadora Julio Simões (TJS), empresa que se tornaria a maior operadora logística do País no modal rodoviário.

Durante sua gestão, Simões diversificou o portfólio de serviços da empresa, que passou a oferecer soluções customizadas, de acordo com as necessidades de seus clientes, reduzindo com isso os custos e aumentando a eficiência. A empresa também passou a fazer aquisições e quando deixou o comando da companhia, em 2001, a JSL, além de atuar no segmento de transporte de cargas, sendo a maior operadora logística no modal rodoviário, também atuava no transporte de passageiros, coleta de lixo, seguros, comercialização de automóveis, locação de veículos para frotas entre outras atividades.

As bases do empresário propiciaram um crescimento exponencial da companhia na primeira década de 2000. A empresa aumentaria em quase 10 vezes o seu tamanho no período, saltando de uma receita líquida de R$ 181 milhões em 2000 para R$ 1,5 bilhão em 2009.

Hoje, a companhia que Simões fundou possui 18 mil colaboradores em todo o Brasil e em quatro países da América Latina e conta com uma frota de 31,4 mil ativos, entre veículos leves, caminhões, carretas, ônibus, máquinas e equipamentos. Simões deixa esposa, cinco filhos, além de netos.

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