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Super Tucano | 08/05/2012 20:59

Embraer disputará novo contrato com Força Aérea dos EUA

Empresa vai competir com outras companhias para entregar proposta dentro do prazo estabelecido para nova licitação

Andrea Shalal-Esa e Brad Haynes, da

Divulgação

Avião Super Tucano, da Embraer

O processo agora inclui outras formas de considerar a experiência de combate que o avião Super Tucano da Embraer tem

São Paulo/Washington - A Embraer participará da nova licitação de fornecimento de aviões de combate leve para a Força Aérea dos Estados Unidos para suporte às operações no Afeganistão, apesar de preocupações acerca dos motivos que cancelaram o resultado da concorrência anterior que havia vencido.

A empresa privada Hawker Beechcraft afirmou antes nesta terça-feira ser cedo para fazer comentários substanciais sobre as regras do novo processo licitatório, mas criticou a decisão de manutenção de exigências "antiquadas" de ejeção de assentos.

A Força Aérea está refazendo uma licitação após um processo movido pela Hawker, que perdeu um contrato inicial de 355 milhões de dólares para a Sierra Nevada e a Embraer.

O presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, disse nesta terça que a fabricante brasileira está na disputa pelo novo contrato.

"Vamos competir. Já estamos trabalhando. Vamos entregar a proposta dentro do prazo que eles estabeleceram", afirmou Aguiar em entrevista por telefone.

"Se o processo é feito de uma maneira transparente e justa, considerando realmente a necessidade que continua presente e os requisitos são os mesmos, não há por que perdermos essa competição. Deveremos ganhar novamente, assim como ganhamos na primeira rodada", acrescentou.

Aguiar disse que ficou desapontado com o fato de a nova licitação não incluir testes de voo ou considerar os resultados dos voos feitos na concorrência anterior que foi anulada.

Mas ele disse que o processo agora inclui outras formas de considerar a experiência de combate que o avião Super Tucano da Embraer tem. O modelo foi encomendado por nove forças aéreas na América Latina, África e Ásia.

A Hawker não mencionou seus planos para a nova licitação.

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