Aguarde...
PetróleoLeilão da área de Libra é bem recebido por executivos
PapelSuzano para produção de 2 fábricas por condições de mercado
Venezuela e RússiaPetrolífera Petrovictoria produzirá 120.000b/d em 2016
SaídaCEO da ViaVarejo renuncia por estratégia divergente
AviaçãoTAM elege Claudia Sender como presidente no lugar de Bologna
AquisiçãoAbril Mídia compra distribuidora de livros digitais Xeriph
MercadoKroton vê cenário promissor na educação
ReestruturaçãoAnatel dá anuência prévia à reestruturação da Telefonica
Agência do Banco Matone: socorrido com dinheiro do FGC e repassado
São Paulo - Com a liquidação dos bancos Cruzeiro do Sul e Prosper, decretada ontem pelo Banco Central (BC), passou para seis o número de instituições financeiras que quebraram no Brasil em menos de dois anos. Quatro delas - Panamericano, Schahin, Morada e o próprio Cruzeiro do Sul - fraudavam seus balanços para esconder do público rombos que totalizavam quase R$ 9 bilhões.
O destino dos bancos quebrados não foi o mesmo para todos. Panamericano, Schahin e Matone foram socorridos com dinheiro do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e passados para outras instituições. O Morada até agora era o único do grupo a sofrer liquidação.
O Cruzeiro do Sul, que tinha um buraco de R$ 3,1 bilhões, estava sob intervenção do BC desde o início de junho. Para continuar funcionando, precisava ser vendido para outro banco pelo FGC, que assumiu a gestão a pedido do BC. Como as negociações com o único interessado - Santander - não prosperaram, o BC liquidou a instituição - conforme anteciparam o serviço Broadcast, da Agência Estado, e o estadao.com.br.
O Prosper teve o mesmo destino porque, no fim do ano passado, tinha sido comprado pelo Cruzeiro do Sul. O BC, no entanto, ainda não havia dado o sinal verde para a operação. Por isso, os bens dos controladores e ex-administradores do Prosper ficaram indisponíveis, como já estavam os do Cruzeiro do Sul.
Juntos, os dois bancos detinham 0,36% dos depósitos e 0,26% dos ativos do sistema financeiro. Ainda segundo o BC, 35% dos depósitos à vista do Cruzeiro do Sul estavam cobertos pelo FGC. No caso do Prosper, eram 60%. Ou seja, esses depositantes não vão perder seu dinheiro com a liquidação. A despesa total do FGC com a operação é estimada em R$ 2,2 bilhões.
"O sistema financeiro nacional está saudável, hígido e tem elevados índices de capitalização", disse ao Estado o procurador-geral do BC, Isaac Sidney Menezes Ferreira. Segundo ele, os problemas dos últimos meses foram relevantes, mas pontuais, e "sem repercussão sistêmica". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados