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Energia | 12/09/2012 23:29

Eletrobras deve acelerar corte de custos com novas regras

A empresa ainda está analisando os efeitos das regras, mas o entendimento é de que elas terão efeito acelerador para as ações relativas à redução de custos da empresa

Divulgação

Hidrelétrica de Tucurui- Eletrobras

Rio de Janeiro - No momento em que o governo decidiu prorrogar as concessões do setor elétrico para reduzir as tarifas de energia, a Eletrobras enxerga nas novas regras uma oportunidade para acelerar a redução de custos em estudos na companhia.

As medidas de redução de tarifas de energia que foram anunciadas na terça-feira pelo governo terão condições de impulsionar a economia brasileira, mas terão consequências sobre a estatal, avaliou o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, em teleconferência nesta quarta-feira.

A empresa ainda está analisando os efeitos das regras, mas o entendimento é de que elas terão efeito acelerador para as ações relativas à redução de custos da empresa.

"Temos que concordar que as medidas são importantes para a economia, têm repercussão sobre a Eletrobras... Mas temos condições de mitigar (os efeitos) de forma bastante consistente", disse Carvalho Neto, acrescentando que uma empresa de consultoria foi contratada para propor as ações na Eletrobras.

Ele não listou quais medidas serão implementadas, usando apenas expressões como "racionalização de processos", "redução de custos", "compartilhamento de recursos", "seletividade de projetos" e "fortalecimento de governança".

 

Tais medidas serão incluídas no plano de negócios da estatal, a ser divulgado nos próximos meses.

 

 

A redução de tarifas de energia está baseada na diminuição e extinção de encargos setoriais e na renovação condicionada de concessões elétricas que venceriam a partir de 2015.

Uma das questões que ainda não conhecida é o critério de cálculo do custo de operação e manutenção dos ativos --que dará base aos novos preços de geração e tarifas de transmissão. Outra medida que ainda está em aberto é o critério de cálculo dos investimentos ainda não amortizados, que serão indenizados pelo governo.

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