Aguarde...
AçõesPetrobras rejeita propostas para vender ativos na Argentina
Nova aquisiçãoYahoo! apresenta proposta formal para comprar Hulu
ComandoMais uma renúncia na Viavarejo. Agora saiu o vice-presidente
ImpostoSP fará leilão de créditos do ICMS do setor avícola
AviaçãoDelta inaugura terminal anuncia novos voos para o Brasil
AviaçãoFlybe adia recebimento de jatos Embraer 175
ExpansãoBRF quer faturar US$300 mi com vendas de suínos para o Japão
Saia justaMenina de 9 anos coloca CEO do McDonald's na parede
ComandoJairo Mendes Leal passa a integrar a holding AbrilPar
Eike: explicações não foram suficientes para trazê-lo de volta ao grupo dos dez mais ricos
São Paulo – Quinze dias após o tombo das ações de suas empresas, puxado pela queda da OGX, Eike Batista ainda patina na lista dos homens mais ricos do mundo da Bloomberg. A ferramenta, que mede, em tempo real, a variação da riqueza dos bilionários coloca Eike na 22ª posição nesta quarta-feira, com patrimônio de 20,7 bilhões de dólares.
É claro que a situação do brasileiro melhorou um pouco em relação ao seu momento mais crítico – o dia 29 de junho, quando Eike estava em 27º lugar, com uma fortuna de cerca de 20 bilhões de dólares.
O momento, porém, mostra que a confiança dos investidores em relação aos projetos de Eike ainda não voltou. Nesta quarta-feira, a Bloomberg estima que o bilionário esteja perdendo mais 345 milhões de dólares de patrimônio.
O motivo já é conhecido. No dia 27 de junho, a OGX, petroleira de Eike e um de seus principais negócios, rebaixou a previsão de produção de seus primeiros poços no Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. O comunicado informava que os poços devem produzir 5.000 barris por dia, ante a previsão inicial, fornecida pela empresa, de 20.000 barris.
Efeito ampliado
O corte nas projeções da OGX foi suficiente para gerar um efeito-dominó em todos os papéis de companhias abertas do bilionário. A desvalorização em bolsa fez com que Eike perdesse praticamente metade de seu patrimônio em poucos dias. Uma reportagem da revista Forbes, no final de junho, chegou a classificá-lo como o “maior perdedor” do ano – e “de longe”.
Em sua defesa, Eike passou as últimas semanas reafirmando a confiança em seus projetos. Em sua conta no site de microblogs Twitter, afirmou que não perdeu nada, porque não havia vendido nenhuma ação.
As explicações, contudo, parecem não surtir tanto efeito junto aos investidores, já que a variação da fortuna de Eike, desde então, não foi suficiente para devolvê-lo ao topo da lista de bilionários. Para quem se colocou o desafio de ser o homem mais rico do mundo, batendo o mexicano Carlos Slim, isso, definitivamente, não é uma boa notícia.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados