São Paulo - Com crescimento de dois dígitos em 2015, a Kimberly-Clark conquistou a liderança de mercado em vários segmentos. Para esse ano, ela planeja investir 400 milhões de reais no Brasil e acredita que ainda existe muito espaço para crescer.

Ainda há regiões, classes sociais e produtos a serem explorados, diz o novo diretor financeiro na Kimberly-Clark, Oscar Mousinho, em entrevista a EXAME.com.

Para alcançar esses mercados, a empresa de produtos de higiene pessoal e para bebês irá investir 400 milhões de reais tanto em marketing quanto em novas máquinas no Brasil em 2016.

O país é o terceiro maior mercado para a dona das marcas  Huggies, Intimus, Kleenex e Neve. Ano passado, ela teve um faturamento mundial de 18,6 bilhões de dólares.

No entanto, como o Brasil ainda não é um mercado consolidado, ainda tem bastante força para crescer. Segundo o diretor, é um dos motores de crescimento para a Kimberly-Clark, ao lado da China e da Rússia.

A Huggies, sozinha, foi responsável por 30% das vendas de fraldas em 2015 no Brasil. 

Mesmo assim, “aqui, a higiene pessoal ainda é pouco explorada”, diz Mousinho. Enquanto o acesso de produtos como lenços de papel, toalhas umedecidas e fraldas infantis aumentou muito nos últimos anos, ainda é abaixo do consumo de países desenvolvidos.

“Nós usamos de 3 a 4 fraldas por dia, países mais desenvolvidos usam até 7 fraldas diariamente”, diz ele.

Frentes de expansão

Uma das frentes ainda pouco exploradas são as regiões Norte e Nordeste, embora seja bastante forte no Sul e Sudeste.

Outro foco é a criação de produtos novos. Nos últimos anos, a Kimberly Clark lançou fraldas que vestem fácil, fraldas específicas para os 100 primeiros dias de vida do bebê e voltadas para incontinência de adultos. Dessa forma, conseguiu ampliar a faixa etária que usa seus produtos.

Apesar do crescimento, a empresa tem alguns desafios para combater. Um deles é a desvalorização do real, que afetou os custos de fabricação, já que muitas matérias primas são importadas.

Esse ano, a empresa vai se esforçar para não repassar o aumento de preço para o consumidor, ao mesmo tempo em que busca mais fornecedores locais, diz o diretor. Ainda assim, com investimentos em maquinário, ela conseguiu reduzir custos em 5% no ano passado.

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