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Prejuízos | 13/05/2012 17:42

Diretor do JPMorgan diz que não reagiu a tempo para evitar perdas bilionárias

Em uma entrevista ao programa 'Meet the Press', Dimon lamentou sua atitude diante dos relatórios que apareceram na imprensa questionando o risco das operações do banco

Jemal Countess/Getty Images

Jamie Dimon, presidente do JPMorgan

'Reagimos muito na defensiva. Cometemos um terrível erro', lamentou Dimon.

Washington - O executivo-chefe do banco JPMorgan Chase, Jamie Dimon, reconheceu que estava 'totalmente errado' e admitiu que não reagiu a tempo diante das advertências sobre as operações que causaram prejuízos de cerca de US$ 2 bilhões à instituição.

Em uma entrevista ao programa 'Meet the Press', transmitido neste domingo pela cadeia 'NBC', Dimon lamentou sua atitude diante dos relatórios que apareceram na imprensa em abril questionando o risco das operações do principal banco dos Estados Unidos.

'Reagimos muito na defensiva. Cometemos um terrível erro', lamentou Dimon.

O jornal 'Wall Street Journal' publicou em abril que um dos funcionários do banco em Londres estava realizando enormes transações e distorcendo os preços do mercado, o que poderia causar problemas ao banco.

Dimon afirmou na ocasião que estava sendo feita uma tempestade num copo de água. Na entrevista deste domingo, no entanto, ele afirmou que o banco foi 'descuidado' e 'estúpido'.

O JPMorgan Chase reconheceu na quinta-feira, após o fechamento dos mercados, 'perdas significativas', estimadas em US$ 2 bilhões, em função de um erro em suas operações de derivados.

Dimon ressaltou, porém, que o prejuízo ocorreu por causa da negociação dos derivados de crédito numa operação para se proteger contra o risco financeiro, não para obter lucro para o banco.

Apesar disto, o erro serviu para legisladores e críticos do sistema financeiro pedirem mais medidas para regular o setor. A Comissão da Bolsa de Valores dos EUA abriu uma investigação preliminar para esclarecer o ocorrido.

'Vamos regular o banco, aprender com isso e ser uma melhor companhia', assegurou Dimon, que ressaltou que o JPMorgan continua sendo uma instituição 'muito forte'. EFE

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