O Deutsche Bank, banco alemão que está saindo de países latino-americanos como a Argentina e o México, planeja cortar sua equipe no Brasil pela metade e levar seus negócios para outros lugares, disseram cinco pessoas informadas sobre a decisão.

Quatro diretores e um vice-presidente foram demitidos na terça-feira, segundo duas das pessoas, que pediram anonimato porque não estão autorizadas a falar publicamente sobre o assunto. O banco contava com 334 funcionários no Brasil em dezembro de 2014.

O Deutsche Bank disse em outubro que planejava eliminar cerca de 26.000 postos de trabalho em todo o mundo nos próximos dois anos como parte de uma reformulação realizada pelo co-CEO John Cryan para simplificar a instituição e melhorar os retornos.

Além da Argentina e do México, o banco com sede em Frankfurt também pretende encerrar as operações no Chile, no Peru e no Uruguai. Esses cinco países somam 269 funcionários, segundo os comunicados financeiros de 2014 da empresa.

Marcelo Lara Nogueira e Jessica Praum, diretores de mercados de capitais e soluções em tesouraria, estão entre os executivos desligados ontem, disse uma das pessoas. Procurados, eles não retornaram os pedidos de comentário da Bloomberg.

Ricardo Minguez, diretor de operações estruturadas de crédito, e Augusto Faleiros, diretor de riscos de mercado, e o vice-presidente de crédito sindicalizado e distribuição Bruno Gebara também foram demitidos. Faleiros disse não estar autorizado a comentar o assunto, Minguez e Gebara não retornaram.

Negócio de global transaction banking, que inclui gestão de caixa para clientes, trade finance e securities service, vai ser mantido, disse uma pessoa. Corporate finance e gestão de recursos também serão mantidos no Brasil, a pessoa disse. As operações de trading no Brasil vão ser transferidas para outras filiais, segundo a mesma pessoa.

O Deutsche Bank é o 18o maior banco no Brasil, com R$ 32,5 bilhões em ativos totais em dezembro e R$ 623,4 milhões em capital Tier 1, segundo o Banco Central.

Renee Calabro, chefe de relações com a imprensa e a mídia do Deutsche Bank nas Américas, preferiu não comentar os cortes de empregos no Brasil.

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