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A previsão da Cteep para entrada em operação da Linha do Madeira é de novembro ou dezembro de 2012
São Paulo - A Cteep está negociando um financiamento de longo prazo de cerca de 2 bilhões de reais para a linha de transmissão do Madeira com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de um financiamento adicional como bancos de fomento do Nordeste.
"Vai chegar em um financiamento total de 2,5 bilhões de reais, onde o do BNDES está próximo a 2 bilhões de reais. Estamos buscando com outros bancos de fomento também lá no Nordeste", disse o presidente da empresa, César Ramirez, a jornalistas após evento em São Paulo.
O investimento total calculado para os empreendimentos, que compõem a interligação do Madeira, são de 3,2 bilhões de reais, segundo Ramirez, incluindo a linha Porto Velho-Araraquara e a Estação Retificadora/Inversora.
A linha do Madeira, que transportará a energia elétrica das usinas de Jirau e Santo Antônio, ambas em Rondônia e construídas no rio Madeira, recebeu a licença de operação ambiental do Ibama em junho deste ano.
Entretanto, o órgão ambiental definiu condicionantes, entre as quais estava a mudança no modelo de torre utilizada em alguns trechos.
"Foi necessária uma modificação e isso aumentou um pouco o investimento. O projeto ainda tem uma boa margem de investimento", disse Ramirez, sem detalhar em quanto o montante inicial teve que ser elevado.
A previsão da Cteep para entrada em operação da Linha do Madeira é de novembro ou dezembro de 2012, o que significa um atraso em relação ao prazo definido no contrato de concessão, de fevereiro de 2012.
A Cteep tem 51 por cento de participação no IE Madeira, companhia responsável pelo empreendimento da qual também fazem parte as empresas da Eletrobras Furnas e Chesf, cada uma com 24,5 por cento.
O atraso da entrada da linha gerará uma perda de receita de cerca de 140 milhões de reais para a Cteep, segundo cálculos de Ramirez.
"Vamos entrar com algum processo administrativo na Aneel", disse o executivo.
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