São Paulo - A CSN ainda não digeriu as restrições impostas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a Usiminas e classificou como dura a decisão imposta.

Segundo David Salama, diretor-executivo de relações com investidores da siderúrgica, apesar de respeitar a medida cautelar, a CSN pretende proteger esse investimentos, considerado estratégico para a empresa.

"Achamos a decisão um tanto dura e vamos tentar negociar para que ela se torne mais flexível", disse o executivo, nesta sexta-feira, em teleconferência com analistas de mercado.

Há exatamente um mês, o Cade proibiu que a CSN comprasse mais ações da Usiminas e suspendeu qualquer direto por conta de sua posição acionária, inclusive o de eleger um membro para participar do conselho de administração da empresa.

Caso as restrições sejam descumpridas, a CSN poderá ser multada em até 10 milhões de reais, além de 100.000 reais por dia de descumprimentos. A CSN detém 20,1% das ações preferenciais de sua rival e 11,6% das ações ordinárias da siderúrgica mineira. 

Resultados

A CSN divulgou, ontem, seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre do ano. No período a companhia registrou lucro líquido de 93 milhões de reais, 84,9% menor em relação ao mesmo período de 2011.

A receita líquida da companhia somou 3,8 bilhões de reais no primeiro trimestre, crescimento de 3% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior.

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