São Paulo – A Construcap e a construtora americana Fluor estão investindo juntas 25 milhões de reais na criação de uma joint-venture para oferecer serviços de engenharia integrada para projetos de construções complexas de indústrias de diversos ramos. Cada lado deterá 50% da nova companhia a CFPS Engenharia e Projetos.

A ideia é cuidar, a partir de projetos de construção trazidos pelos clientes, de toda engenharia, estrutura, suprimentos e gerenciamento das grandes obras industriais, de segmentos de mineração, metalurgia, petroquímica, química e farmacêutica e energia. “Queremos atender todos os segmentos, mas esses são os que acreditamos serem os com maior potencial de investimento no país hoje”, afirma Paulo Cintra, diretor superintendente da CFPS.

A Construcap, que já faz a construção de obras complexas – é uma das construtoras de refinarias da Petrobras – também espera faturar ainda mais com a sinergia de negócios com a joint-venture. “Buscávamos uma parceria como essa há bastante tempo e, como construtora, sabemos o quanto os clientes podem economizar com o tipo de serviço que passaremos a oferecer”, diz Roberto Ribeiro Capobianco, presidente da Construcap.

Óleo e Gás

Apesar do interesse em atender empresas de diversos ramos industriais fica inegável que a recém-criada companhia deve atender com mais ênfase a grandes companhias do setor de Óleo e Gás. Como construtoras, ambas tem uma boa parte de sua receita advinda de clientes do segmento.

Hoje, 35% do faturamento da Construcap, de 1,4 bilhão de reais em 2011, vem do setor. Já a Fluor tem 15.000 funcionários voltados para atender construções de empresas de Óleo e Gás em 25 países, segmento que corresponde a quase metade de todo o faturamento da empresa.

A CFPS terá sede capital paulista e já está contratando parte dos 200 funcionários, entre engenheiros e projetistas, que pretende empregar nos próximos meses para atender. Não há contratos fechados com clientes por enquanto. “Mas temos várias conversas acontecendo”, afirma Peter Oosterveer, diretor do braço de Energia e Química da Fluor. A nova empresa foi criada para atender empresas privadas, mas não descarta ainda participar de investimentos feitos por meio de iniciativas público-privada

O otimismo com o negócio se dá pela falta de empresas especializadas em soluções integradas no país. "Queremos atender empresas que saibam o valor da engenharia para a obtenção de projetos de qualidadem, feitos sem estouro de orçamento e entergues no prazo”, afirma Capobianco. 

A expectativa é que a nova companhia fature 70 milhões de reais nos próximos doze meses, com um crescimento acelerado a ponto de sobrar nos dois anos. 

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