São Paulo - O grupo brasileiro que estuda a construção de uma fábrica de veículos da chinesa Great Wall no país decidiu adiar o projeto para 2014, afirmou representante do grupo nesta terça-feira.

A fábrica, com capacidade inicial para 50 mil veículos por ano, tinha previsão inicial de começar a ser construída no Brasil no início deste ano. O investimento total do projeto, incluindo montagem de rede de concessionários é estimado em cerca de 1 bilhão de dólares.

"A decisão de ter a fábrica continua, mas a empresa decidiu adiar o início da obra para o meio do ano que vem", disse o analista de mercado da Latin American Motors (LAM), Leandro Machado, à Reuters, citando decisão tomada em fevereiro.

A LAM, controlada por investidores pessoa física de São Paulo, será responsável por reunir os recursos para o investimento na fábrica enquanto a Great Wall fornecerá tecnologia para o empreendimento.

A Great Wall é a maior fabricante de utilitários esportivos (SUV) da China e inicialmente três modelos da marca serão produzidos na futura fábrica da marca no Brasil, uma picape, uma SUV e uma mini SUV, disse o Machado.

Executivos da Great Wall visitaram no ano passado as cidades de Ribeirão Preto e Guarulhos, em São Paulo, além de Joinville (ES) e Salvador. Segundo o representante, a decisão do local ainda não está tomada.

Quando visitou Ribeirão Preto em setembro passado, o diretor de desenvolvimento de fábricas da Great Wall, Steve Wang, afirmou que a companhia tinha planos para trazer fornecedores de peças para se instalarem ao redor da futura fábrica, segundo a prefeitura da cidade.

A Great Wall registrou vendas de 620 mil veículos na China em 2012 e para 2013 os planos são de vendas de 700 mil unidades, incluindo exportações de 140 mil veículos.

Se os planos de instalação se confirmarem, a Great Wall reforçará a presença de montadoras chinesas de veículos no Brasil, que inclui marcas como Chery e JAC, em um momento em que o novo regime automotivo brasileiro cobra investimentos maiores em produção local e em pesquisa e tecnologia. O Brasil é o quarto maior mercado de veículos do mundo.

No salão do automóvel de São Paulo realizado em outubro passado, representantes brasileiros de marcas chinesas como Changan, Haima, Hafei, Jinbei, Shuanghuan, Landwind, Changhe e Jonway informaram terem planos ou estarem estudando a construção de fábricas no Brasil com parceiros locais.

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