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Complicado | 05/07/2013 06:05

Como a situação de Eike pode ficar ainda pior

Segundo especialistas consultados por EXAME.com, enxurrada de más notícias pode não ter acabado para o bilionário brasileiro

VEJA SÃO PAULO

Eike Batista

Eike Batista: situação do empresário pode ficar ainda pior diante do mercado

São Paulo – Há pelo menos um ano, Eike Batista já vinha perdendo credibilidade diante do mercado. No início desta semana, a OGX anunciou a inviabilidade de continuar explorando três poços localizados em Tubarão Azul, na Bacia de Campos, e a situação para o empresário ficou ainda mais insustentável.

A petroleira chegou a entrar na lista das dez empresas no mundo com maior risco de dar calote, segundo a consultoria americana Kamakura Corporation , suas ações chegaram a valer 0,39 centavos no pregão da última quarta-feira, e a fortuna de Eike, que foi já foi avaliada em 30 bilhões de dólares no passado, hoje vale menos de 3 bilhões de dólares, de acordo com ranking da Bloomberg.

Diante de tantas más notícias, há quem diga que Eike já tenha chegado ao fundo do poço. Há quem defenda, no entanto, que muita coisa ainda está por acontecer e que a situação do empresário pode se agravar ainda mais. EXAME.com consultou analistas e especialistas do setor de petróleo para entender os fatores que podem contribuir para a queda das empresas X e, consequentemente, do bilionário. Veja, a seguir, alguns deles:

Injeção de US$ 1 bilhão pode não acontecer

A OGX é a principal empresa do grupo EBX e é também a que soma o maior números de problemas. Em outubro do ano passado, a fim reacender a confiança do mercado, Eike concordou em comprar 1 bilhão de dólares em ações da petroleira a 6,30 reais. O acordo deve ser cumprido até abril de 2014, mas a grande dúvida é se o empresário terá ou não recursos para injetar o capital na companhia conforme o prometido.

“É impossível saber. O grupo EBX, de Eike, tem capital fechado, e ninguém conhece qual a verdadeira situação financeira dele. Se formos trabalhar com o cenário mais realista de toda essa situação, a quebra da OGX é o cenário mais provável, mas nem sempre o mais provável é o que vai acontecer”, afirmou Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

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