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Embraer: empresa tende a ser favorecida pela alta do dólar, segundo consultoria
São Paulo – Sempre que o dólar dispara, como nos últimos meses, a pergunta básica é: que empresas estão mais expostas ao câmbio, e até onde podem perder ou ganhar com isso?
Um relatório da consultoria independente Lopes Filho & Associados avaliou o impacto sobre 28 empresas de capital aberto e os números do terceiro trimestre que devem divulgar em breve.
A conclusão geral é que a maior parte das companhias está mais preparada para enfrentar o repique do dólar, seja por meio de hedges (proteção cambial), seja porque a alta dos custos será compensada pela parcela da receita gerada em dólar.
Veja, a seguir, a situação das empresas analisadas pela Lopes & Filho:
BM&F Bovespa: segundo a consultoria, o efeito financeiro imediato tende a ser neutro. A dona da bolsa brasileira possui uma elevada dívida em dólar, mas ela é contrabalanceada pelos ativos possui em moeda estrangeira – isto é, a participação no CME Group.
Gerdau: uma das empresas brasileiras com maior atuação no exterior, a siderúrgica conta com mais de 70% de sua receita formada em moeda estrangeira.
MMX: a mineradora de Eike Batista possui hedge da dívida atrelada ao dólar.
TAM e Gol: as companhias aéreas são, tradicionalmente, muito sensíveis à variação cambial. Segundo a consultoria, para se precaver, a TAM e a Gol realizam o hedge de parte das despesas futuras em dólar. Por isso, a consultoria espera que o efeito líquido da variação cambial não seja relevante para as companhias no terceiro trimestre.
Souza Cruz: a fabricante de cigarros possui 73% de sua dívida indexada ao dólar, como, por exemplo, 439,5 milhões de reais em adiantamentos de contrato de câmbio. Apesar disso, a consultoria destaca o caixa líquido de 470 milhões de reais, o que deve reduzir o impacto negativo do resultado financeiro. Além disso, as receitas com exportação de fumo devem ser favorecidas pelo dólar mais caro.
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