São Paulo - A Camil quer levar a Carreteiro Alimentos, que está em recuperação judicial, por 45 milhões de reais. A informação foi confirmada pelo presidente da empresa, Luciano Maggi Quartiero, ao Valor Econômico. Mas como a Carreteiro tem que cumprir etapas legais do plano de recuperação, a aquisição ainda não está 100% garantida.

Em maio deste ano, a Camil absorveu a Cosan Alimentos, divisão de varejo da empresa de Rubens Ometto dona das marcas de açúcar União e Da Barra, em uma operação que envolveu pagamento em dinheiro e ações. Um mês depois, foi a vez da empresa comprar a peruana Ormus, fabricante de arroz e feijão.

Instalada no Rio de Janeiro, a Carreteiro consegue processar até 1,5 mil toneladas de alimentos por dia. No seu portfólio de produtos, estão itens como café, azeitonas e farinha, além dos tradicionais arroz e feijão. Segundo afirmou o administrador judicial da Carreteiro ao Valor, apenas a marca de azeite Picnic não integra a negociação com a Camil. Hoje, a empresa tem cerca de 70 milhões de reais de dívidas.

Se fechada, a operação dará prosseguimento ao plano de expansão da Camil. No ano passado, a empresa também adicionou ao seu portfólio as empresas Femepe e Coqueiros, de pescados em conserva, além da Compañia de Alimentos da América, que vende grãos no Peru. Procurada por EXAME.com, a Camil reiterou que realizou uma proposta para a aquisição dos ativos e marcas e que aguarda a homologação do plano de recuperação judicial.

* Atualizado às 17h27

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