São Paulo – A mudança no estilo de gestão das empresas brasileiras já provoca uma dança das cadeiras no alto escalão. Entre as 175 maiores empresas de capital aberto do cone sul, 23 brasileiras trocaram de presidente em 2012. Em todos os países da região, excluindo o Brasil, foram apenas 10 substituições.

Para Carlos Eduardo Gondim, diretor da Booz & Company – responsável pela pesquisa 2012 Chief Executive Study -, essa rotatividade é um dos resultados do aumento da relevância do Brasil no cenário internacional. “As empresas estão se tornando mais globais. Para isso, estão precisando mudar as diretrizes e por isso temos uma movimentação maior na liderança”, diz.

Essa mudança também justifica o mandato reduzido dos presidentes de empresa no país.  Enquanto a média global é de 4,8 anos no cargo, os brasileiros ficam apenas 2,5 anos.

“Esse tempo médio de permanência no cargo já esteve mais próximo da média global, o que sugere que esse momento de transição também impacta na média”, diz Gondim.

Carreira

Entre os presidentes de empresa substituídos, houve quem tenha conseguido dar um passo à frente na carreira. “Passaram de CEOs nacionais para CEOs da operação da América Latina dentro da mesma companhia, por exemplo”, afirma. “O Brasil cresce rápido, então há sempre uma expectativa de sucesso na gestão desses líderes.”

A pesquisa aponta também que os presidentes brasileiros são mais jovens: enquanto a média global é de 53 anos, os presidentes brasileiros têm, em média, 50 anos.

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