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Zuckerberg, no IPO do Facebook: a alegria ficou no passado?
São Paulo – Nesta quinta-feira, Mark Zuckerberg deve estar pensando se vai cancelar a amizade com alguns dos investidores que o apoiaram desde o começo e participaram da abertura de capital do Facebook.
De acordo com o ranking de bilionários em tempo real da Forbes, Mark Zuckerberg está cerca de 600 milhões de dólares mais pobre na manhã de hoje. Seu patrimônio é estimado agora em pouco mais de 9,6 bilhões de dólares – o que representa uma queda de cerca de 6%.
O motivo é que venceu hoje o lock-up de parte dos investidores que participaram do IPO do Facebook. Em bom português, isso significa que eles estão, agora, liberados para vender seus papéis no momento em que quiserem – e muitos estão fazendo isso nesta quinta-feira.
“Muy amigos”
A lista dos investidores que estão vendendo seus papéis é emblemática. Um deles é a DST Global, do russo Yuri Milner, conhecido como um dos primeiros a apoiar o Facebook. Milner se tornou lendário no Vale do Silício, ao fazer fortuna investindo em empresas como o eBay e a Time Warner.
A Elevation Partners, fundo de investimento de Bono Vox, o líder do U2, também é outra instituição que pôs seus papéis à venda. A Accel Partners também foi uma das primeiras acionistas do Facebook e está colocando suas ações no mercado. E o Goldman Sachs, tradicional banco de investimentos, engrossa a relação.
Como aumentou bastante a oferta de ações do Facebook à venda, o valor dos papéis caiu para o pior nível desde o IPO – e o efeito prático no bolso de Zuckerberg é a redução de sua fortuna estimada.
Abrir o capital do Facebook gerou mais dores de cabeça do que benesses para o seu fundador. Para se ter uma ideia, com o ceticismo causado pela divulgação de seu primeiro balanço, que trouxe um prejuízo e receitas crescendo abaixo do previsto, a empresa não vive um momento de paz com os investidores.
Quando a lista anual da Forbes foi divulgada, em março, Zuckerberg detinha um patrimônio de 17,5 bilhões de dólares – o que o colocava entre os dez maiores bilionários do setor de tecnologia. De lá para cá, sua fortuna só caiu, arrastada pela desconfiança dos investidores em relação à sua empresa. Desconfiança agora engrossada por alguns de seus "amigos" mais antigos.
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