Rio - O administrador judicial nomeado para cuidar da OGX pode receber até R$ 560 milhões por atuar no caso. Pela lei brasileira, a remuneração do administrador pode ser de até 5% do passivo da companhia, neste caso de R$ 11,2 bilhões. A recuperação judicial da petroleira é a maior da América Latina.

O valor corresponderia a cerca de um quarto do atual patrimônio de Eike Batista, que viu sua fortuna pessoal cair de US$ 30 bilhões em 2011 para menos de US$ 1 bilhão, segundo o ranking mais recente da revista Forbes, divulgado em agosto.

A hipótese de a empresa indicada para a função receber essa pequena fortuna, entretanto, é remota. A advogada Juliana Bumachar, especialista em recuperação judicial e falências, explica que a praxe do mercado é estabelecer que, quanto maior o passivo, menor o porcentual estabelecido a título de remuneração.

Normalmente 60% desse montante são parcelados, sendo pagos a partir da nomeação, e outros 40% são pagos ao fim do processo. Quem definirá o nome do administrador será o juiz da 4ª Vara Empresarial, Gilberto Clovis Farias Matos.

Pela complexidade do caso - vulto da dívida, grande número de credores e participantes estrangeiros - o mais provável é que o juiz escolha uma grande auditoria com experiência internacional. No caso Varig, por exemplo, a administração ficou a cargo da Delloite.

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