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São Paulo – Quem pede dinheiro precisa oferecer algo em troca. E uma das promessas recorrentes em IPOs é que os recursos serão usados pelas empresas para aquisições que as farão crescer. Nem sempre, porém, o compromisso vira realidade. Segundo o Credit Suisse, das 148 empresas que abriram capital desde 2004, 17 terminaram compradas e saíram da Bovespa. Análise de EXAME.com mostra que cinco delas haviam destacado a intenção de promoverem novas compras depois do IPO.
Para Marcelo Millen, diretor da área de emissões de ações do Credit Suisse, a aparente contradição tem explicação. A bolsa não serviria apenas para financiar novos investimentos, mas também para expor as companhias ao apetite do mercado, já que, uma vez públicas, todos começam a saber quanto valem.
Com o boom de ofertas em 2007, contudo, houve quem entrasse na onda "sem saber o que fazer com o dinheiro depois". É o que acredita Paulo Sérgio Dortas, sócio-líder de IPOs da Ernst & Young. Outros viram apenas uma "oportunidade de embolsar ganhos". Prova disso é que boa parte das ofertas teve uma parcela importante de emissão secundária – dinheiro que vai diretamente para o bolso dos sócios.
Depois de meses de ostracismo, três novas companhias vão dar as caras na bolsa brasileira. Ainda é cedo para dizer o que o futuro reserva para Locamerica, BTG Pactual e Unicasa. Olhando pelo retrovisor, contudo, é possível conhecer as empresas que prometeram ir às compras e terminaram adquiridas. Veja quem são elas nas fotos a seguir.
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