São Paulo – Com o mercado de trabalho aquecido, a rotatividade de executivos é uma ameaça para a estabilidade das empresas. Os compromissos com planejamento e estratégias de longo prazo fazem com que o troca-troca de membros do alto escalão seja uma questão ainda mais delicada.

Segundo João Márcio Souza, diretor executivo da Talenses, consultoria em gestão de pessoas e carreiras, as movimentações no topo da hierarquia costumam estar atreladas ao contexto econômico. “Quanto mais agressivo está o mercado, maior a chance do executivo tomar risco e acessar outras posições”, diz.

Enquanto o mercado continuar agressivo, vale considerar as quatro sugestões de Souza para reter profissionais do nível executivo.

1 Proposta de valor agregado

Segundo Souza, a proposta de valor – e ainda não estamos falando de remuneração – precisa estar clara para o executivo.  A experiência do trabalho, o alinhamento de cultura e valores são fundamentais para evitar que os bons profissionais migrem para a concorrência. “É preciso que a empresa seja clara no valor agregado de cada posição, mencionando as experiências que o executivo pode ter com o cargo, as habilidades que poderá desenvolver e as competências que ele poderá exercitar”, diz.

2 Coerência entre os momentos

O projeto de vida do executivo deve estar alinhado com o ciclo que a empresa planeja para ele. Se a empresa busca alguém para enfrentar novos desafios e repaginar a estratégia da empresa, não é conveniente ter um diretor chave em busca de estabilidade, e vice-versa. 

3 Olho na presidência

A presença da presidência no dia a dia das decisões também é essencial para manter os executivos afinados com a casa. “Neste nível, a relação é um pouco mais política, é preciso que haja uma identificação e uma boa relação”, diz Souza. Para ele, o relacionamento deve ser construído como um equilíbrio entre transparência, envolvimento e autonomia.

4 Remuneração, é claro

A estratégia de remuneração, naturalmente, tem de ser muito competitiva, na avaliação de Souza. Não só pelo salário, mas com possibilidades de bônus, participações societárias e outras formas de recompensa. “É preciso uma criatividade muito maior na hora de pensar a estratégia de remuneração dos executivos”, diz Souza. 

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