Metalúrgicos da Volks de Taubaté terão salário congelado até 2022

Metalúrgicos da Volkswagen de Taubaté aceitaram proposta para não ter reajuste salarial acima da inflação de 2017 até 2020

São Paulo – Em acordo coletivo aprovado nesta terça-feira, 13, os metalúrgicos da fábrica da Volkswagen de Taubaté, no interior de São Paulo, aceitaram não ter reajuste na campanha salarial deste ano e abriram mão de aumentos acima da inflação a partir do ano que vem até 2022, tendo como contrapartida o compromisso da empresa de não demitir ninguém até lá.

A fábrica conta hoje com cerca de 4 mil funcionários e a data-base da categoria é 1º de setembro.

O acordo prevê também a abertura de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e assegura a participação nos lucros e resultados, entre outras vantagens.

“O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté considera positiva a negociação, já que o País passa por uma grande turbulência econômica e política. O acordo garante a manutenção da Volkswagen e dos trabalhadores em Taubaté”, afirma o sindicato em nota.

No Brasil, onde a venda de veículos enfrenta uma queda generalizada desde 2013, a Volkswagen foi a que mais perdeu participação de mercado nos segmentos de automóveis e comerciais leves.

No fim de 2012, a Volkswagen ocupava a segunda posição na preferência dos brasileiros, com 21,1% de participação. No acumulado de 2016 até novembro, a fatia da montadora caiu para 11,5%, em terceiro lugar.

A montadora, que conta com quatro fábricas no Brasil, revelou em novembro que pretende demitir mais 3 mil funcionários em suas operações no País, ao longo de um período de cinco anos a partir de 2016. Mas os desligamentos, ressaltou a empresa à época, já estão previstos nas negociações de acordos coletivos com os sindicatos.