Magazine Luiza prevê 2017 melhor para consumo

A companhia, diz, teve desempenho acima da média do mercado este ano e vê em 2017 um ambiente melhor

São Paulo – “Por mais que o mercado fique ruim, é difícil haver um ano como esse”. A frase resume a expectativa do presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, para o consumo no ano que vem.

A companhia, diz, teve desempenho acima da média do mercado este ano e vê em 2017 um ambiente melhor.

As vendas de final de ano, afirmou, tem dado sinais positivos. Trajano disse que a Black Friday superou as expectativas da companhia.

Além disso, os resultados de dezembro no varejo como um todo tendem a ser beneficiados pelo fato de o mês ter mais dias úteis, já que o Natal acontece num domingo, concluiu.

O Magazine Luiza decidiu acelerar a abertura de lojas para 2017 na comparação com os 20 pontos de venda abertos este ano.

De acordo com o executivo, houve uma freada na expansão este ano porque o primeiro semestre foi usado sobretudo para renegociação de contrato de lojas existentes.

Concluído esse passo de revisão e redução do custo de aluguel, a companhia se considera pronta para voltar a acelerar a expansão.

Historicamente, o Magazine Luiza vinha abrindo cerca de 50 lojas por ano antes de decidir fazer a pausa.

“Existem possibilidades boas de expansão em termos mais razoáveis de custo”, concluiu Trajano. Ele acredita que será possível abrir mais lojas sem que o investimento mude significativamente ante o patamar de R$ 150 milhões, que é a média histórica da companhia.

Na avaliação do executivo, a companhia tem conseguido reduzir o investimento necessário por loja dado que hoje os preços do mercado imobiliário estão melhores e as lojas estão sendo alugadas sem a cobrança das chamadas luvas, que era feita pelos locadores no momento da assinatura do contrato.

Em outros casos, disse, ainda é possível negociar que os proprietários já façam parte das intervenções necessárias para deixar o imóvel pronto para receber a loja.

A jornalistas, o executivo ainda respondeu sobre impactos possíveis do processo de venda de sua maior concorrente, a Via Varejo.

Ele descartou a hipótese de que qualquer transação de fusão ou aquisição pudesse afetar de forma significativa a dinâmica competitiva do setor. “Não vejo nenhuma ameaça competitiva”, disse.