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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Levaremos 10 anos para voltar ao nível de 2012, diz CEO da Volks

Para David Powels, presidente da Volkswagen no Brasil, a indústria levará ao menos uma década para conseguir vender 3,8 milhões de carros no país novamente

São Paulo – Para David Powels, presidente da Volkswagen no Brasil, América do Sul, Central e Caribe, vai levar pelo menos 10 anos para que a indústria de automóveis no país retorne aos patamares de 2012, quando chegou ao recorde de 3,8 milhões de carros vendidos.

“Planejamos uma recuperação muito lenta, de 10 a 12% de aumento por ano nos próximos três a cinco anos”, disse a jornalistas durante o Salão Internacional do Automóvel nesta terça-feira, em São Paulo.

Segundo ele, a indústria utiliza hoje apenas 40% de sua capacidade instalada localmente, uma situação que não existe em nenhum outro lugar do mundo.

Powels disse que o setor tem ainda o desafio de proteger os fornecedores, que passam pelo mesmo problema, e que serão necessários no futuro. “Precisamos negociar com o governo para segurar essa cadeia de valor, porque importar 40 a 50% das nossas peças nos próximos anos não vai funcionar”, afirmou.

A Volkswagen vai investir 7 bilhões de reais no Brasil nos próximos quatro anos. O dinheiro será aplicado, principalmente, no desenvolvimento de uma nova família de quatro veículos, o que vai demandar alterações nas fábricas.

A empresa espera que os novos modelos a ajudem a ganhar participação de mercado no país. Entre eles, estará um novo SUV. Powels não quis revelar quando os produtos chegam ao mercado. “Mas com certeza não vamos aguardar até 2020”, disse.

Ele afirmou ainda que será preciso tratar com o governo também sobre uma maneira de ajudar os fornecedores a se capitalizar.

“Essa plataforma nova que vamos construir vai demandar tecnologias, materiais, processos diferentes. Esses fornecedores vão ter que investir para entregar os produtos que a gente precisa e muitos deles não têm capacidade financeira”, completou.

A montadora anunciou também que ajudou a trazer para o Brasil uma nova fabricante de bancos, depois de encerrar um contrato com um parceiro antigo, o Grupo Prevent.

A norte-americana Amvian acaba de se instalar no país, em uma nova fábrica construída em Atibaia, no interior de São Paulo. O investimento na estrutura foi todo bancado pela empresa, que já abastecia a Volks em outros países.

A montadora, que reduziu bastante o quadro de funcionários no país nos últimos três anos, tem hoje 17.400 pessoas no time. Segundo Powels, a ideia é não fazer novos cortes, mas ajustes vão depender da economia e do mercado.

Comentários

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  1. Daniel Anselmo

    “Precisamos negociar com o governo para segurar essa cadeia de valor, porque importar 40 a 50% das nossas peças nos próximos anos não vai funcionar”
    Acostumaram a mamar no governo 5 décadas e pelo jeito quer mais 5…Só não pode é abaixar os preços né cambada de empresários do estado, concorrer com mercado livre ninguém quer né ¬¬

  2. E lá vamos nós de novo bancar com dinheiro retirado dos pobres a proteção da indústria dos barões da FIESP que até outro dia nos agradecia vendendo VW Kombi de R$80.000,00 e outros produtos toscos.

  3. Luiz Clemente Filho

    Fazem carros de plástico e cobram uma fortuna. Estão acostumados a fazer consumidor de trouxa. Não passa pela mente dele baixar os preços.

  4. Se o Brasil do futuro for um país evoluído, firme e inteligente irá sim, começar a exigir e optar pelo melhor. Empresas como Gol, Fiat e Volkswagen aqui ( se continuarem do jeito que estão ) não terão espaço. Ou melhoram os preços e principalmente o produto oferecido ou em nosso país ( caso evolua ) não terão mais compradores, nem se oferecerem grátis.

    Pois aqui no Brasil o caro sai mais caro ainda, já que oferecem produtos ruins que ficaram mais caros ainda para manter.

  5. Rodrigo Portela

    Baixar os preços esta fora questão ? Quando reduzirem as suas margens em 50% , as vendas vão aumentar , eles querem extorquir o consumidor, em vez de ganhar na escala . O futuro não sera como antes, muitas pessoas estão optando por não ter automóvel.