Herdeiro da Samsung presta novo depoimento à Justiça

Justiça deve decidir hoje se condena Lee Jae-yong, herdeiro da Samsung, à prisão por envolvimento no caso da "Rasputina" da Coreia do Sul

Seul – Um tribunal de Seul vai decidir nesta quinta-feira se ordena a prisão do herdeiro do grupo Samsung e vice-presidente de Samsung Electronics, Lee Jae-yong, por seu envolvimento no caso da “Rasputina”.

Lee se apresentou no Tribunal do Distrito Central da capital sul-coreana uma hora antes do início da audiência, marcada para às 10h30 (hora local) e depois os juízes devem decidir sobre sua prisão, solicitada pelos promotores.

A decisão sobre a prisão de um dos homens mais poderosos da Coreia do Sul deve ser divulgada até sexta-feira, segundo informações da agência “Yonhap”.

O chefe do maior conglomerado empresarial sul-coreano enfrenta seu segundo pedido de prisão, acusado de crime de suborno.

A Justiça da Coreia do Sul pretende saber se o empresário, de 48 anos, instruiu o conglomerado que comanda a dar apoio financeiro a Choi Soon-sil, apelidada de “Rasputina sul-coreana”, em troca da aprovação do Governo em um acordo de fusão de duas de suas filiais.

Os promotores que trabalham no caso de corrupção que causou o afastamento da presidente sul-coreana Park Geun-hye, pediram na última terça-feira uma nova ordem de prisão contra Lee Jae-yong, depois que um tribunal local rejeitou uma solicitação prévia no mês passado.

O tribunal argumentou então que não conseguiu esclarecer se as doações foram feitas como parte de uma cadeia de favores, mas os promotores sustentam que após três semanas de investigação conseguiram novas provas contra o empresário.

Além do crime de suborno, a promotoria acusa o empresário de Samsung de peculato e perjúrio, por ter dado várias versões em seus depoimentos.

Lee e outros diretores da Samsung admitiram que pagaram 43 bilhões de wons (cerca de US$ 37 milhões) a entidades supostamente controladas pela “Rasputina” – apelidada assim por sua proximidade com a presidente -, mas negam qualquer irregularidade e que receberam algum benefício por isso.

Em dezembro do ano passado, o parlamento sul-coreano aprovou o afastamento de Park Geun-hye; a decisão final está agora em mãos do Tribunal Constitucional, que tem até junho para decidir a favor ou contra da cassação.