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Quando as figuras públicas são pegas enfeitando suas conquistas ou qualificações, quer seja pelo exagero ou falsidade, em todos os lugares as pessoas expressam indignação. De fato, à medida que cada vez mais políticos, CEOs e outros grandes títulos tentam nesses dias fazer reparações por terem falsificado seus currículos, relatado incorretamente os detalhes de uma estória ou tratado os fatos de forma leviana, a reação geral de um público cada vez mais saturado é: "No que eles estavam pensando?"
Como se verifica, o que eles estavam pensando não é muito diferente do que pensam todos os demais. A mentira faz parte da natureza humana, dizem os especialistas, e quase todos mentem uma hora ou outra. Se não for controlada, no entanto, os exageros que pareciam inócuos no início podem produzir conseqüências graves, possivelmente acabando com a carreira. "(Ser pego) pode ser devastador; Creio que pode arruinar uma pessoa", diz Alan Strudler, professor de estudos legais e de ética nos negócios da escola de administração Wharton. Essa é uma infelicidade, ele acrescenta, "porque a mentira é só uma falha humana. Mas uma vez pego numa fraude, mesmo se for uma fraude comum, as pessoas perdem a confiança. E uma vez que o elo de confiança é perdido, é terrivelmente difícil ser recuperado".
No ambiente de trabalho de hoje, onde ninguém é chamado para uma entrevista de emprego sem que seu nome tenha sido investigado pela internet - e onde as conversas no elevador ou os comentários feitos nas reuniões estão a apenas uma postagem no Twitter distantes de alcançar uma platéia global - é mais fácil ser pego exagerando os fatos, observaram os especialistas da Wharton e de outras entidades. Mas a tentação de falsificar também nunca foi maior, eles dizem, no momento em que os trabalhadores fatigados pela recessão se sentem pressionados a justificar seu valor e um ciclo de 24 horas de notícias exige que os líderes tenham uma resposta imediata e vigorosa para tudo.
"As dúvidas surgem quando ocorre algo que quebra a fachada social de que somos todos honestos e dignos de confiança", diz G. Richard Shell, professor de estudos legais e de ética nos negócios da Wharton. "Quando se descobre que alguém cometeu um ato egoísta, abre-se uma fenda na fachada e então todos têm de procurar saber o que isso significa. A fenda revela algum tipo de pessoa corrupta, ou revela o mesmo tipo de pessoa miserável que todos temos dentro de nós?"
Encontrando o limite
O tipo de auto-ilusão que a maioria das pessoas adota cai no meio de um espectro ocupado numa ponta por aqueles que só dizem a verdade, e como consequência são muitas vezes considerados "rudes e socialmente ineptos - pense uma pequena criança dizendo a uma convidada para o jantar que ela é gorda", diz Shell - e na outra ponta do espectro ocupada pelos mentirosos patológicos, que vivem num mundo de fantasia que eles acreditam ser real.
* Publicado originalmente em 26 de junho de 2010. Reproduzido com a permissão de Knowledge@Wharton.
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Jose
LEITURA OBRIGATORIA PARA O ENDIVIDADO BOLHONARIO BATISTA. O EULER FEZ UM BOM TRABALHO EM TRAZER A LUZ...
17.05.2012 | Ler comentário completo |
jose carlos lopes barros
que otimo artigo
27.04.2012 |