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Executivos de empresas privadas tendem a ser mais motivados do que os de empresas públicas
Os executivos que aprimoram suas habilidades no comando de empresas privadas tendem a ser mais motivados, mais orientados pelo resultado financeiro e têm mais flexibilidade do que os CEO das empresas de propriedade pública, que veem suas ações limitadas pela necessidade de equilibrar múltiplos objetivos num ecosistema corporativo.
Esse foi o consenso de quatro participantes de uma mesa-redonda que discutia os desafios de gerenciamento nas firmas financiadas por instituições de private equity durante a recente Conferência de Gestão Geral da Wharton. A mesa-redonda foi intitulada, “Gerenciando Empresas Públicas vs. Privadas numa Era de Aquisições”.
Hoje, a atividade de private equity passa por um momento de transição no qual a competição pelo capital e pela engenharia financeira cede lugar para a competição pela criação de valor e pelo acesso ao melhor talento administrativo, disse Elena Botelho, sócia da ghSmart, uma consultora de gestão de talento e avaliação executiva para investidores, conselhos administrativos e CEOs. “Essa mudança é motivada pela necessidade que essas firmas têm de melhorar ao máximo seus portfólios, especialmente agora que o mercado está difícil”.
Elena observou que isso afeta o modo como os CEOs são contratados assim como a atuação dos altos executivos numa era de aquisições corporativas cada vez mais comuns. Como resultado, as linhas entre as firmas abertas e as privadas se confundem em função da mudança das expectativas dos gestores de nível sênior. Embora o presente congelamento de crédito tenha limitado o número das recentes operações de private equity, a situação criou um conjunto inédito de pressões para os gerentes, já que a maior parte da atenção – da mídia e do governo federal – permanece concentrada no desempenho financeiro.
Nas empresas de capital aberto, as expectativas normais dos acionistas quanto aos lucros trimestrais têm sido ampliadas pelo crescimento significativo do envolvimento regulatório federal. Mas à medida que as firmas de private equity atraem mais o interesse dos investidores como uma alternativa para os mercados públicos, espera-se que os CEO das empresas privadas produzam rapidamente lucros num ambiente de acelerada mudança.
* Publicado originalmente em 15 de outubro de 2008. Reproduzido com a permissão de Knowledge@Wharton.
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