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Fraude contábil da Olympus chega a US$ 1,7 bilhão
São Paulo - A fraude contábil que a Olympus está envolvida pode ultrapassar a cifra de 1,7 bilhão de dólares, segundo conclusão preliminar do comitê independente que investiga o caso.
A primeira parte do inquérito foi concluída nesta terça-feira e descartou, no entanto, a possibilidade de a empresa ter envolvimento com o crime organizado no Japão.
O relatório, com cerca de 200 páginas, acusa o ex-auditor interno da companhia, Hideo Yamada, e o ex-vice-presidente, Hisashi Mori, como os principais responsáveis pelas perdas acumuladas na década de 90.
Segundo o processo, a parte principal da gestão da companhia estava podre e que contaminou outras partes.
Inicialmente, a fraude contábil chegou a ser cogitada em 1 bilhão de dólares, embora outros comitês criados pela companhia afirmem que ela pode ainda chegar a 5 bilhões de dólares.
A Olympus corre agora para conseguir apresentar seus resultados financeiros referentes ao período de julho a setembro. A companhia tem até o dia 14 deste mês para divulgar seu balanço na Bolsa de Tóquio, caso contrário pode de ter suas ações deslitadas.
Mesmo se cumprir o prazo, os papeis da Olympus podem ser retirados da bolsa, dependendo da escala de falsificação nos seus documentos financeiros.
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