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Para Custódio, a demissão pode fazer parte de um arranjo político no governo
Brasília - O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, acaba de receber a notícia da sua demissão, que deverá ser publicada no Diário Oficial da União amanhã (29). Ele se reuniu agora há pouco com o ministro das Comunicações, José Artur Filardi. O substituto será Davi José de Mattos.
Custódio, que ocupava o cargo desde julho de 2006, disse que ficou surpreso com a demissão, que foi uma orientação do Palácio do Planalto. Horas antes de ser notificado, ele estava em um mesmo evento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não sinalizou sobre o assunto.
Para Custódio, a demissão pode fazer parte de um arranjo político no governo. Ele acredita que o motivo não foram os problemas operacionais, que causaram atrasos nas entregas de encomendas no início do ano, que, segundo ele, já foram resolvidos. Segundo ele, os Correios continuam com índices altos de satisfação dos consumidores e teve quatro anos de lucro operacional, o que é um fato relevante na história da empresa.
"Cumpri meu ciclo com as melhores intenções, fiz o meu melhor, não me arrependo de nada, nenhum minuto", avaliou o ex-dirigente dos Correios.
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