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Andrea Jung, CEO da Avon
São Paulo - Andrea Jung é considerada uma das mulheres de negócios mais influentes do mundo, segundo rankings de revistas como Forbes e Fortune. A classe e o bom gosto na hora de se vestir são outros diferenciais que a CEO da Avon possui, mas, mesmo com tantos atributos, ela deve ser substituída de sua função nos próximos dois anos e o motivo para a troca é um só: Andrea perdeu o charme para a companhia.
No posto de CEO desde 2001, a executiva foi a primeira mulher a liderar a Avon e seus primeiros cinco anos de gestão foram glamorosos. Neste período, o valor das ações da Avon triplicou e Andrea conquistou a confiança dos representantes da companhia no mercado internacional, onde ela era vista como uma verdadeira realeza.
Desde 2005, no entanto, uma série de dificuldades enfrentadas pela executiva começou a ofuscar seu brilho como CEO. Neste ano, os problemas foram ainda maiores, o que levou a companhia a rever algumas estratégias e chegar à conclusão de que Andrea precisa de um substituto para que a Avon volte a crescer.
A ainda CEO entendeu o recado e se prontificou a ajudar na busca de um executivo que possa resolver os problemas que ela não tem conseguido driblar. Entre eles, as investigações que a companhia está envolvida nos Estados Unidos. Veja, a seguir, as razões que levaram Andrea a perder o cargo de CEO na Avon:
Lucro diluído
Desde 2005, o lucro da Avon vem sendo diluído cada vez mais em seus balanços. Andrea até anunciou uma reestruturação para reverter a situação, simplificando as linhas de produtos para aumentar as margens, mas não adiantou.
No terceiro trimestre deste ano, os ganhos da companhia recuaram 1,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 164 milhões de dólares. A diferença, no entanto, é mais gritante quando comparado com os trimestres de 2005, quando a companhia acumulava ganhos superiores a 300 milhões de dólares no período de três meses.
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