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Os profissionais formados não estão suprindo a demanda atual do mercado
São Paulo - O aumento da oferta de empregos é apenas uma das faces positivas do aquecimento da economia brasileira. Mas, como nem tudo é perfeito, o empresariado tem enfrentado o chamado "apagão de talentos", ou a falta de profissionais capacitados para ocupar as vagas que surgiram. Com a evolução da exploração do pré-sal e dos investimentos para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, a tendência é aumentar o número de empregos e, se não houver planejamento, a escassez de profissionais vai crescer.
Segundo o diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos - ABRH, Luiz Edmundo Rosa, esse quadro de falta de profissionais está atingindo vários setores e hierarquias. No caso da mão-de-obra que não necessita de alta escolaridade, uma das alternativas adotadas tem sido a "conversão" de trabalhadores. "Muitas empresas buscam trabalhadores de outras áreas e os treinam para o novo ramo. É mais rápido 'converter' ou 'reciclar' alguém do que esperar o profissional se formar para ocupar a posição", diz.
Já quando a empresa precisa de pessoas com formação acadêmica para realizar a função, a coisa muda de figura. Não há como reciclar ou converter um profissional deste tipo. Para o especialista, a solução está na parceria entre empresas e universidades. "Assim, o currículo fica mais atualizado, o professor que dá a aula tem que estudar para acompanhar o trabalho do aluno, o grau de motivação dos alunos é maior e o conteúdo fica mais adequado às necessidades da companhia", justifica.
"Universidade corporativa é insuficiente"
Para se prevenir do apagão de talentos, algumas empresas investem muito dinheiro em universidades corporativas, onde se ensinam as mais variadas funções e a cultura dentro da corporação. No entanto, Rosa considera que essa alternativa é insuficiente, pois, além de não ter um grande alcance, não pode assumir o compromisso originalmente do Estado de formar profissionais.
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Eduardo Sampaio Barbosa
Certamente este tema vem ganhando grande audiência em nosso tempo. Entretanto, o que vemos, é que a expansão...
17.08.2010 | Ler comentário completo |