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Essas revelações parecem ter provado as alegações do executivo, Michael Woodford, que promoveu pela verdade sobre US$ 1,5 bilhão em pagamentos questionáveis
Tóquio - A japonesa Olympus admitiu na terça-feira que vem ocultando prejuízos com investimentos financeiros desde os anos 1980, sucumbindo a semanas de pressão por uma explicação para uma série de transações suspeitas que colocaram em dúvida o futuro da companhia.
As revelações da fabricante de endoscópios e câmeras que existe há 92 anos parecem ter provado as alegações que seu antigo presidente-executivo, Michael Woodford, demitido em 14 de outubro, que promoveu uma campanha para forçar a empresa a revelar a verdade sobre 1,5 bilhão de dólares em pagamentos questionáveis.
Shuichi Takayama, o presidente da Olympus, atribuiu a culpa pelos problemas a Tsuyoshi Kikukawa, que deixou a presidência do Conselho e da companhia em 26 de outubro, o vice-presidente Hisahi Mori e o auditor interno Hideo Yamada por terem ocultado as informações, e disse que estava estudando a possibilidade de apresentar queixas criminais contra eles.
"Eu não conhecia de modo algum os fatos que estou explicando a vocês agora", disse o abatido Takayama, que vinha defendendo as transações questionáveis nas semanas transcorridas desde que substituiu Kikukawa, no mês passado, em entrevista coletiva a cerca de 200 jornalistas.
"As informações que eu lhes transmiti anteriormente estavam incorretas", disse.
A Olympus informou ter constatado que o dinheiro movimentado para adquirir a Gyrus, uma fabricante britânica de equipamentos médicos, por 2,2 bilhões de dólares em 2008, havia sido utilizado para ocultar prejuízos com investimentos em títulos financeiros.
A compra da Gyrus envolveu polêmicos 687 milhões de dólares em honorários pagos a consultores financeiros, assim as aquisições, por 773 milhões de dólares, de três empresas japonesas.
O investimento nas três companhias japonesas foi contabilizado como prejuízo poucos meses depois que as transações foram concluídas.
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