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O Google, por exemplo, vem expandindo seus programas de estagiários nos EUA
São Paulo - A busca por talento sempre foi competitiva, e agora as empresas do Vale do Silício, nos Estados Unidos, estão atrás de talentos cada vez mais jovens. Os estagiários, especialmente aqueles que passam apenas a temporada de verão, passaram a ser bastante valorizados - e cada vez mais contratados.
O Google, por exemplo, vem expandindo seus programas de estagiários. Verão passado (período de junho a agosto no hemisfério norte), a empresa contratou mil alunos de engenharia, 20% a mais que no ano anterior. Segundo a companhia, a maioria dos estagiários acaba contratada, o estágio é uma das principais maneiras de se encontrar funcionários integrais.
Esse pensamento, de que o estagiário é uma pessoa que pode ser treinada e testada antes de a firma ter de estabelecer um compromisso trabalhista, virou tendência entre as empresas de tecnologia. Mesmo em locais menores, como na Dropbox, o número de estagiários vai subir: esse ano foram nove estudantes, ano que vem serão 30. A equipe da Dropbox foi para mais de doze universidades buscar jovens talentos, mesmo que eles tenham acabado de entrar na faculdade.
Algumas empresas chegam até a afastar os estagiários da universidade. A Bump Technologies, que desenvolveu um aplicativo que permite troca de dados entre telefones ao tocá-los um contra o outro, já contratou estagiários como funcionários registrados antes de eles se formarem. Os jovens, apesar da pouca experiência, trazem inovação e talento para as empresas, mas muitos deixam de terminar os estudos no ensino superior.
A competição pelos jovens talentos é tão forte que alguns empresários chegam a considerar a contratação de alunos do ensino médio para os verões norte-americanos. Enquanto isso, o Facebook planeja contratar nada menos que 625 estagiários para o meio do ano que vem, elevando o número anterior, que foi de 550 jovens.
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