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Empresários estão mais preocupados com o lucro e o crescimento da empresa
São Paulo - A confiança no mercado e no crescimento da economia brasileira tem feito os empresários deixarem de lado os cuidados excessivos e investirem nos planos de curto prazo. É o que aponta uma pesquisa sobre as perspectivas e desafios do empresariado em relação ao período de 2010 a 2015.
O estudo foi feito em novembro passado pela Empreenda Consultoria, em parceria com a HSM, e agora os resultados estão disponíveis gratuitamente em formato de e-book. No total, foram consideradas 1.065 respostas, enviadas por presidentes de grandes empresas de todo o País.
O autor da pesquisa e presidente da Empreenda, César Souza, considera que há um otimismo sem precedentes no cenário empresarial brasileiro. O levantamento aponta que 80% dos respondentes acreditam que o Brasil vai crescer de 3% a 5% ao ano até 2015. Além disso, 46% deles consideram que suas empresas vão crescer mais de 10% só neste ano.
Para César Souza esse otimismo que transparece nos resultados pode ser prejudicial para os negócios. "Os empresários não estão fazendo planos a longo prazo. Está uma loucura, eles estão só pensando em crescer. A maioria deles não está preocupada com a inadimplência, nem com internacionalização, não pensa em fazer parceiros internacionais. Eu acho que um empreendedor deve ter um olho no presente e outro no futuro", argumenta.
Em relação aos desafios das empresas, questões como carência de capital ou tecnologia, falta de mercado ou problemas na política governamental perderam a prioridade. O principal obstáculo destacado pelos empresários foi a carência de líderes no mercado. Para 63% deles não há profissionais com este perfil em quantidade suficiente.
"Há muitos gestores eficientes, que se preocupam com metas e buscam resultados, mas há poucos líderes que têm ousadia, que se portam como donos da empresa, pensam no futuro e abrem novas oportunidades", esclarece Souza. Para suprir essa necessidade, os respondentes prometem dar prioridade à gestão de pessoas, fazendo treinamentos e capacitação de empregados, nos próximos cinco anos.
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