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Fábrica da Parmalat: companhia enxuga para executar plano de crescimento
A fabricante de lácteos LBR, dona da marca Parmalat e que tem a GP Investments entre seus principais sócios, anunciou a saída de dois de seus cinco principais diretores na última quinta-feira. Deixaram a companhia Jorge Rocha, diretor comercial, e Fernando Meller, diretor de operações. As baixas não foram as primeiras neste ano no alto escalão. Em julho, o executivo Fernando Falco deixou a presidência da companhia para tocar negócios pessoais, substituído por Marcos Póvoa, até então membro do conselho de administração.
Maior fabricante de lácteos do país, com um faturamento estimado em 3 bilhões de reais, a LBR foi criada em dezembro do ano passado com a fusão entre a Leitbom, que pertencia à GP, e a Bom Gosto, do empresário gaúcho Wilson Zanatta. Em comunicado, a empresa afirma que “ajustou sua estrutura operacional para torná-la mais simples e garantir maior agilidade na tomada de decisões durante este novo ciclo da empresa de execução do plano de crescimento”. Com a saída dos executivos, os diretores que se reportavam a eles passam a responder diretamente ao presidente da companhia, eliminando uma camada hierárquica. Segundo executivos próximos à companhia, a LBR ainda tem dificuldades para organizar as 15 marcas e 30 fábricas reunidas após a fusão e dificilmente fechará o ano com lucro.
A LBR não informou o destino dos executivos. Na companhia desde setembro de 2010, Rocha trabalhou na Ambev e em outras empresas que pertenceram ao GP, como a rede de implantes dentários Imbra, da qual foi diretor geral. Meller, que era diretor da LBR desde abril, fez carreira na Sadia e na Ambev.
Ao entrar no ramo de lácteos, a GP planejava consolidar um setor fragmentado em centenas de pequenos laticínios. Seu primeiro passo foi comprar a goiana Leitbom, em 2008, para dois anos depois incorporar a Laep, do empresário Marcos Elias, dono da marca Parmalat. A empresa triplicou seu tamanho ao se juntar à Bom Gosto, que havia adquirido seis empresas nos últimos três anos. A fusão contou com um aporte de 700 milhões de reais do BNDES.
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