Fnac anuncia que irá se retirar do Brasil

A Fnac está presente no Brasil desde o fim dos anos 1990, mas, há alguns anos, já tinha apontado dificuldades para atingir um nível crítico

A distribuidora de produtos eletrônicos, culturais e eletrodomésticos francesa Fnac Darty anunciou nesta terça-feira que irá se retirar do Brasil, ao mesmo tempo em que indicou que a companhia havia registrado um resultado líquido em equilíbrio (zero) em 2016.

Apesar deste resultado, o grupo afirmou que suas vendas e sua rentabilidade têm aumentado.

A Fnac Darty anunciou a intenção de vender a filial brasileira. O grupo “começou um processo ativo para buscar um sócio que dê lugar à retirada do país”, segundo um comunicado.

A Fnac está presente no Brasil desde o fim dos anos 1990, mas, há alguns anos, já tinha apontado dificuldades para atingir um nível crítico no país.

O Brasil representa menos de 2% do volume de vendas total da Fnac, que possui cerca de uma dezena de lojas no país.

O lucro líquido ajustado do grupo foi de 54 milhões de euros, um aumento de 37% em relação ao ano anterior, segundo o comunicado. O volume de negócios aumenta tanto em dados publicados (+43,6%) quanto em dados pró-forma (+1,9%), a 7,4 bilhões de euros.

As vendas do grupo subiram 79,6% no quarto trimestre, segundo dados publicados.

No conjunto de 2016, “o grupo está em crescimento tanto na França (+2,1%) quanto em nível internacional (+1,3%)”, indica o texto.

“Os resultados de 2016 da Fnac Darty são muito sólidos e de forte crescimento. Todos os índices são positivos”, afirmou o presidente de Fnac Darty, Alexandre Bompard, citado no comunicado.

Comentários

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  1. Antonio Luis Mota Moreira

    Ninguém vai sentir falta nenhuma dos preços altos deles.

    1. Lucas Soares

      me desculpe, mas fnac tinha ótimas promoções e tinha produtos com preços bons para todos os gostos e além disso tinha um acervo riquíssimo

    2. Fernando Ribeiro

      Concordo com você Antônio, a Fnac tem preços altíssimos.. As promoções ainda ficam caras e enquanto ao “acervo riquíssimo” a Internet ganha de lavada.. Único ponto bom é o ambiente agradável.

    3. Ninguém sentirá falta ?
      E todos os funcionários que compõem as lojas, vocês iram arrumar emprego para eles nesse pais?
      Tem gente que só vê o que quer né..!

    4. Karlos Kater

      Não é bom pra mim, então fecha, ne?

  2. Clodoaldo Santos

    A esquerda já tá soltando rojões, comerem o fim do capitalismo, pena que os funcionários podem perder seus empregos.

    1. Carlos C. Mussi

      Por acaso algum incompetente de direita faria algo diferente, vcs retardados que vivem na ilusão de esquerda ou direita são tudo uma cambada de idiotas, até parece que quando o país vivia em regime de direita esse país crescia, acorda trouxa.

    2. Hortência Moraes

      Crescia 14 % ao ano, mais ou menos.

    3. Alan Rodrigues

      Hortência, crescia com dinheiro do FMI, que mais tarde sobrou pro brasil pagar a juros exorbitantes…

    4. Breno Ferreira da Silva

      acorda jegue. kkkkk

    5. Nilson Baptista Junior

      Sim, crescia o aumento da dívida externa, que permaneceu impagável por toda a primeira década de redemocratização. Em 1984, o Brasil devia a governos e bancos estrangeiros o equivalente a 53,8% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Sim, mais da metade do que arrecadava. Se transpuséssemos essa dívida para os dias de hoje, seria como se o Brasil devesse US$1,2 trilhão, ou seja, o quádruplo da atual dívida externa. Além disso, o suposto “milagre econômico brasileiro” – quando o Brasil cresceu acima de 10% ao ano – mostrou que o bolo crescia sim, mas poucos podiam comê-lo. A distribuição de renda se polarizou: os 10% dos mais ricos que tinham 38% da renda em 1960 e chegaram a 51% da renda em 1980. Já os mais pobres, que tinham 17% da renda nacional em 1960, decaíram para 12% duas décadas depois. Quer dizer, quem era rico ficou ainda mais rico e o pobre, mais pobre que antes. Outra coisa que piorava ainda mais a situação do população de baixa renda: em pleno milagre, o salário mínimo representava a metade do poder de compra que tinha em 1960.

  3. Carlos C. Mussi

    Anencéfalos de direita e esquerda achando que algum dia fizeram algo descente por esse país, como se um não usasse o mesmo subterfúgio do outro.

  4. Nei Infotronic

    Essa empresa demorou para fazer essa retirada.
    Infelizmente ela não será a última.
    Como manter a meta de venda num país que cobrar mais de 70% de impostos sobre um produto?
    Desde jeito não dá para o cliente conseguir comprar e sem cliente não tem vendas.

  5. André Luis Finatto

    Não vai fazer falta. Fiz uma compra apenas e não conseguiram entregar o produto. Única loja que isso aconteceu isso. Até acho que devia ser culpa da transportadora, mas a empresa não mostrou interesse nenhum na resolução.

  6. Lorenzo Petillo

    Sei, as vendas estão aumentando… Muito bom falar isso enquanto se procura quem queira comprar esse gato por lebre.

    O grupo é ótimo, nosso sistema é que é um lixo!

    REFORMA TRIBUTÁRIA JÁ!

  7. MiguelVaccaro Junior

    Conheço as FNAC de Paris. Excelente atendimento, mix de produtos de ponta e lay-out de lojas extremamente atraente. Nossas FNAC: 20 minutos “caçando” um vendedor para me atender, restos de produtos sucateados na prateleiras, lay-out de lojas escuros e fétidos, além de preços muito acima do mercado.
    Desculpem, mas neste caso o problema não é o país, e sim o LIXO DA GESTÃO BRASILEIRA DA FNAC.

    1. Pedro Pinheiro

      Comentário totalmente fora da realidade. Se conhece as FNAC de paris, deve saber que não existem vendedores e sim atendentes. Eu trabalhei na rede e as lojas no Brasil seguem os padrões das lojas francesas, aliás, todas seguem, lay-out, procedimentos, atendimento, tudo deve ser padronizado. Aqui como lá não existem vendedores, os produtos estão lá para serem vistos e testados por consumidores, que não serão incomodados por filas de vendedores. A merda é que brasileiro acha uma coisa linda quando é em outro país, mas reclama da mesma coisa quando é aqui… Outra coisa, já visitei várias lojas no Brasil, e ambientes escuros e fétidos só se for na tua casa. E para informação, durante a crise na Europa, faz alguns anos, as lojas no Brasil eram as únicas com lucro líquido e que se sustentavam sem ajuda do grupo. A verdade é que a FNAC faz parte de uma holding composta por diversas empresas de outros segmentos e com lucro elevado, sempre foi o patinho feio, não é a 1ª vez que tentam vendê-la.

    2. Uirá Cavalcante Oliveira

      Há cerca de 10 anos, eu costumava ter a FNAC como a primeira opção para compra de livros, música e eletrônicos. Mas a qualidade geral da loja só caiu de lá pra cá. Como esperavam crescer oferecendo cada vez menos variedade e qualidade? Na área cultural, mesmo pelo site deles ficou difícil encontrar algo que não fosse de “massa”. Outras empresas continuam com lojas físicas indo bem. Me parece que o problema é de gestão mesmo…

  8. Silvio Sousa

    Reflexo do Brasil pós-golpe. Golpe do qual este grupelho chamado Abril participou ativamente.

  9. Murilo Marcelli

    Parabéns Brasil, a maior carga tributária do Mundo, menos empregos e vamos esperar a próxima a se retirar.

  10. Murilo Marcelli

    Parabéns Brasil, a maior carga tributária do Mundo, com isso mais desemprego e vamos esperar a próxima a sair.

  11. Sidnei De Souza Coimbra

    Pena isso .
    Torço pra chegar 2018 … se uma certa pessoa for presidente vou ficar podre de rico …..
    Mas hoje é uma pena oque acontece com a economia brasileira .

  12. Vai sair do Brasil? Já vai tarde.
    Infelizmente a FNAC no Brasil não reproduziu a mesma política cultural que tem na França. Não se preocupou em se tornar uma referência igual sua matriz. Seus preços jamais foram atrativos e seus funcionários no Brasil, nenhum pouco cortês com isonomia entre todos clientes.
    Vai embora, logo, por favor.