Com Argo, Fiat quer disputar com Onix e HB20

Esse é o primeiro hatch compacto da Fiat em uma faixa de preço mais elevada

São Paulo – A Fiat apresentou hoje, 31, sua aposta para o mercado de hatches compactos: o Fiat Argo.

São 7 modelos diferentes, entre cores e acabamentos, com preços que vão de R$ 46.800 a R$ 70.600 – a faixa tão ampla de valores deverá abarcar todos os modelos da concorrência.

Esse é o primeiro hatch compacto da Fiat em uma faixa de preço mais elevada.

Até então, a montadora só tinha carros com valores abaixo de R$ 45.000 nessa categoria, que representa apenas 40% do mercado total de hatches. São dela os modelos Mobi, Uno e Palio. O Argo é a entrada da Fiat na categoria de compactos com preço superior, cerca de 60% do mercado.

Seus principais concorrentes são o HB20, da Hyundai, Onix da Chevrolet, Ethios da Toyota e Fox da Volkswagen – esses quatro modelos dominam 70% das vendas da categoria, segundo a Fiat.

A Fiat espera vender cerca de 6.000 unidades do Argo por mês. Com esses quatro modelos – Argo, Mobi, Uno e Palio – a montadora quer chegar à liderança

No ano passado, a montadora lançou o Toro e o Mobi. “Em 2016, lançamos automóveis nos extremos. Agora, vamos completar o recheio e o Argo é um desses lançamentos”, afirmou Stefan Ketter, presidente da FCA para América Latina, indicando que outras novidades virão nos próximos anos.

“É a maior transformação de produtos da história da empresa. Alguns modelos mais antigos estão de saída e abrem espaço para a chegada de novos”, disse ele, em evento do lançamento do Fiat Argo.

Confira todos os detalhes do novo lançamento aqui.

Investimentos

O novo carro vem junto com uma série de investimentos na fábrica da Fiat em Betim, Minas Gerais. Foram R$ 1,5 milhão investidos em uma nova linha de produção e para modernizar as bases de produção.

Ao redor da fábrica, a Fiat criou um anel para fábricas de fornecedores – 93% das peças usadas no Argo são nacionais.

Exportações

A montadora planeja exportar cerca de 28.000 unidades do novo modelo para a América Latina. O principal destino é a Argentina.

Nos últimos dois anos, as exportações da montadora cresceram cerca de 50% ao ano, principalmente para o país vizinho. Hoje, cerca de 42.000 carros da Fiat e Jeep produzidos no Brasil são enviados para fora.

Com o mercado brasileiro em baixa, várias montadoras se voltaram para o exterior para escoar suas produções. No entanto, Ketter acredita que as exportações ainda têm muito espaço para crescer. “O Brasil tem uma chance única de alcançar a liderança na América do Sul, não apenas fazendo acordos bilaterais mas se abrindo para outros mercados”, disse.

Segundo ele, isso depende de uma resolução rápida para a crise política do Brasil e a adoção de medidas que incentivem a abertura do mercado.