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Balanço | 01/02/2012 14:44

Por que os resultados da Amazon em 2011 decepcionaram

Vendas da maior varejista eletrônica do mundo ficaram US$ 1 bilhão abaixo das estimativas do mercado

  
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Spencer Platt/Getty Images

Kindle Fire, a tablet da Amazon

Kindle Fire, da Amazon: perdas da varejista podem chegar a US$ 15 dólares por aparelho vendido

São Paulo - Os resultados da Amazon, maior empresa de comércio eletrônico do mundo, deixaram a desejar em 2011.

O lucro da varejista despencou quase 60% na comparação com o ano anterior, somando 177 milhões de dólares no período. Já as vendas cresceram 35%, totalizando pouco mais de 17 bilhões de dólares. No entanto, ficaram 1 bilhão de dólares abaixo do projetado pelo mercado.

Assim como a B2W, dona do Submarino e Americanas.com no Brasil, a Amazon enfrenta dificuldades para garantir a eficiência do negócio. Em 2011, as despesas operacionais da varejista cresceram cerca de 40% na comparação com 2010, somando mais de 47 bilhões de dólares. Tudo isso, para manter um número elevado de funcionários e grandes estoques.

Com a filosofia de sacrificar lucro para não perder a venda, o mercado estima que a companhia perca mais de 10 dólares por entrega, para garantir rapidez a um grupo de clientes considerados fieis à varejista – e para os quais não há limites de entregas.

Outro negócio que vem trazendo mais prejuízo do que vantagens para a Amazon é a venda do Kindle, seu leitor de livros digitais. A perda estimada  é de até 15 dólares por aparelho vendido. A Amazon não confirma a informação; apenas se limita a dizer que as vendas do Kindle cresceram mais de 175% no último trimestre do ano.

Resultado positivo

Apesar de o resultado ter decepcionado o mercado, na visão da varejista, ele foi  plenamente satisfatório. Em teleconferência, nesta quarta-feira, Tom Szkutak, diretor financeiro da Amazon, afirmou que o crescimento das vendas agradou.

Em uma entrevista recente à imprensa americana Jeff Bezos, diretor executivo da varejista, afirmou que preferia ter uma clientela grande e baixas margens no lugar de ter uma base menor de clientes e margens maiores. Resta saber se os acionistas compartilham da mesma preferência.

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