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Varejo | 17/01/2012 12:34

O que o Magazine Luiza e outras brasileiras podem ensinar ao varejo global

Alberto Serrentino, sócio sênior da GS&MD – Gouvêa de Souza, fala sobre como as varejistas brasileiras começam a chamar a atenção mundial

  
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Alberto Serrentino: Brasil se mostra um lugar de oportunidade pelo crescimento dos negócios

São Paulo - Enquanto a crise financeira desanda em mercados europeus e americanos, o entusiasmo do setor varejista brasileiro faz com que o país seja visto como a tábua de salvação para muitos empresários estrangeiros do setor. Magazine Luzia, Ponto Frio, Ricardo Eletro e outras tantas empresas brasileiras tornam-se, então, exemplos a serem seguidos. Alberto Serrentino, sócio sênior da GS&MD – Gouvêa de Souza, explica por que isso está acontecendo – e o quanto isso pode ser bom para os consumidores brasileiros.

Exame.com - Por que o Brasil tem hoje um papel tão importante no mercado varejista mundial?

Alberto Serrentino - Por que o país se tornou uma grande economia, estável e madura, com forte presença de marcas internacionais, crescimento e perspectivas positivas para os próximos dez anos. 

Exame.com - Por que mais varejistas estrangeiros querem atuar no Brasil hoje em dia?

Serrentino - Enquanto os mercados maduros, como Europa e Estados Unidos, passarão por dificuldades econômicas e dificilmente trarão oportunidades de expansão e melhora rentabilidade a curto e médio prazo, o Brasil se mostra um lugar de oportunidade pelo crescimento dos negócios, as transformações sócio-demográficas, ascensão de novos consumidores e novos investimentos.

Exame.com - O que empresas que querem atuar no país podem aprender com redes brasileiras como Magazine Luzia, Ponto Frio e Máquina de Vendas?

Serrentino – Muita coisa. No Brasil, os custos trabalhistas e de importação e a elevada carga tributária acabam sendo um entrave complexo para interessados em empreender no país vindo de países estrangeiros. Além disso, há as diferenças de mercado, que também representam um desafio enorme. Diferenças regionais, protecionismo, informalidade, burocracia e sazonalidade são algumas delas, sem contar a forte concorrência do setor no país.

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