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Varejo | 30/01/2012 07:30

Dicico transforma até rival em cliente para crescer

Novos formatos de loja são a principal estratégia da rede de materiais de construção neste ano

  
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Divulgação

Dicico

Franquia em Vinhedo: a primeira de uma séria de dez lojas no modelo previstas para 2012

São Paulo - Há tempos, a Dicico, quarta maior rede de materiais de construção do Brasil, estuda maneiras novas de crescer. Em 2010, a receita bruta da companhia chegou a estimados 840 milhões de reais. E o caminho, segundo a empresa, é criar novos canais de venda, capazes até de transformar rivais em clientes.

“Não temos dúvida do sucesso dos novos formatos, apesar dos desafios que teremos com logística e gerenciamento de pessoas e sistemas”, afirma Cláudio Fortuna, diretor da recém criada diretoria de Canais, área que deve ganhar um belo reforço neste ano. “A equipe tinha 11 pessoas, em 2011, e terá quase 40 até dezembro”, diz ele.

Os quatro novos formatos incluem lojas franqueadas, de operação terceirizada, outlet, venda para atacado e e-commerce. Até o final do ano, a Dicico já contará com 10 franquias e dois outlets, além das sete novas lojas da marca, hoje com 53 lojas.

Franquia

Em setembro, a empresa abriu sua primeira franquia na cidade de Vinhedo, no interior paulista. Trata-se de uma loja com 2.800 metros quadrados de área de vendas, chamada Poliforte, que estava no local há anos com a venda de materiais de construção e aceitou ser convertida para a marca.

Para o dono da loja, a vantagem é usar o nome Dicico, sem precisar arcar com despesas de propaganda, para divulgar sua loja, bem como reduzir custos de compras, logística e gestão. Para a Dicico é uma maneira mais rápida de garantir presença em lugares onde a empresa ainda não havia chegado.

A busca de parceiros exigiu que a área de Canais mapeasse os locais onde desejaria atuar e, a partir daí, concorrentes com lojas bem estruturadas e geridas, de cerca de 700 metros quadrados e tradição no local onde atuam.

A loja ainda pode continuar dando crédito para clientes cadastrados a vender produtos direcionados aos seus clientes, mas fora do catálogo da Dicico, como itens de decoração e piscina. “O dono da loja investe na adequação do ponto e estoque e tem de ter 80% de seu catálogo com produtos vendidos pela rede”, afirma Fortuna.

A Dicico fica com até 8% da receita bruta da loja, que tem seu faturamento multiplicado por dois nos primeiros meses, segundo o diretor. O intuito é abrir até dez lojas no modelo até dezembro.

Há dois meses, a rede ainda investiu na operação de sua loja em Piracicaba, também no interior paulista. Nesse caso, um investidor fica responsável pela gestão e mão-de-obra do ponto e divide apenas o lucro com a rede. “È um sistema que está em estudo para lojas que precisam de uma gestão mais presencial. Não pretendemos ampliá-lo para outras unidades, por enquanto”, diz o diretor.

 

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