Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Empresas |
  • Melhores e Maiores |
  • Setores |
  • Gestão |
  • Galerias
Jornalismo | 08/02/2012 17:50

BBC reduz número de apresentadores e enviados especiais

Emissora não é mais obrigada a mandar um jornalista para todos os conflitos internacionais e culpou a crise pelos cortes

 Comentários (0) Views (133)
Salvar notícia

Chris Bayley/Wikimedia Commons

Sede da BBC

BBC: cortes para sobreviver a crise

Londres - A emissora pública britânica BBC reduzirá o número de repórteres enviados a conflitos internacionais e cortará também a quantidade de apresentadores em seu canal de notícias, como uma medida de economia para enfrentar a crise.

A direção da BBC tinha pedido ao organismo supervisor da emissora, o BBC Trust, que permitisse relaxar a obrigação de utilizar sempre um jornalista no local para narrar as notícias internacionais mais relevantes junto ao apresentador no estúdio.

O BBC Trust admitiu esse pedido nesta quarta-feira, mas ressaltou que o canal deve se esforçar para manter seu 'conteúdo e estilo distintivos'.

O anúncio chega apenas quatro meses após a cadeia pública revelar um plano para suprimir 2 mil empregos até 2017 como medida para cortar despesas, o que também ajudará o fechamento de alguns escritórios e a redução da programação.

O canal de notícias da BBC, que funciona 24 horas por dia, quase duplicou seu número de espectadores nos últimos anos: 20% dos adultos britânicos declararam ter visto BBC News Channel entre 2010 e 2011, comparado com 11,5% entre 2006 e 2007.

'Está claro que os espectadores do canal de notícias da BBC consideram que é um serviço distintivo, que oferece uma cobertura e uma perspectiva que não podem encontrar em outro lugar', disse David Liddiment, membro do BBC Trust, que insistiu para que a cadeia mantenha a 'amplitude e profundidade' em suas coberturas.

Liddiment ressaltou que 'a audiência confia' no canal público de notícias para se informar sobre os acontecimentos mais relevantes, como 'os distúrbios em Londres no verão, o casamento do príncipe William, o terremoto do Japão e a primavera árabe'.

Além da redução no número de apresentadores, o supervisor da emissora pública aceitou o corte na programação econômica do canal de notícias, que passará a ser oferecida em pílulas duas vezes ao dia, ao invés de ser exibida de hora em hora, como acontecia até então.

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados