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Supermercados | 23/05/2011 16:43

Walmart é alternativa mais viável para Carrefour

Venda da unidade brasileira para a filial da rede americana evitaria problemas de concentração de mercado, ao contrário da operação com o Pão de Açúcar

Marcio Orsolini, de
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Loja do Carrefour em São Paulo

São Paulo – Apesar da alta nas vendas do Carrefour, puxadas pela América Latina e Ásia, a filial brasileira ainda enfrenta problemas na rentabilidade – o que levantou novamente especulações sobre a venda da unidade para o Pão de Açúcar, como publicou o jornal francês Le Journal du Dimanche.

Na opinião do consultor José Lupoli Jr., o Conselho Administrativo de Defesa Econômica barraria a operação. “A união das duas empresas geraria uma concentração de mercado muito forte. Por isso, a alternativa mais viável seria uma negociação com o Walmart.” Hoje, as dez maiores varejistas concentram 39% do mercado.

Segundo ele, a união com a filial da rede americana faria o mercado ter em competição dois oligopólios – o Pão de Açúcar e o Carrefour/Walmart. O Pão de Açúcar é a maior rede de supermercados do país com faturamento de 36 bilhões de reais em 2010. Na sequência está o Carrefour, com 29 bilhões de reais em faturamento. O Walmart ocupa a terceira posição com 22,3 bilhões de reais.

Procurados por EXAME.com, as redes se recusaram a comentar o assunto. O Walmart, presente em 11 países, recentemente contratou serviços de uma consultoria europeia para analisar oportunidades de fusões e aquisições. Por aqui, a empresa afirma que está sempre de olho na movimentação do mercado. "O Walmart do Brasil com certeza teria o apoio da rede global para efetuar a negociação com o Carrefour", diz Lupoli.

Na avaliação do consultor, a negociação entre Walmart e Carrefour seria até mais fácil por se tratar de grupos globais. Um dos complicadores da negociação com o Pão de Açúcar seria o grupo francês Casino, que detém 35% da rede brasileira.

“Obviamente seria interessante para a Casino aumentar sua participação no mercado brasileiro com o Carrefour, mas dificilmente as autoridades regulatórias permitirão a conclusão do negócio”, diz. “Seria uma dor de cabeça desnecessária para o grupo que já tem uma posição sólida no mercado do país.”

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